Flávio sobre impacto de áudio em evangélicos: “Sou uma pessoa correta”
Na Marcha Para Jesus, Flávio voltou a minimizar suas relações com Daniel Vorcaro e buscou atrelar escândalo das fraudes do Master ao PT
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, participou, nesta quinta-feira (4/6), da 34ª edição da Marcha Para Jesus, em São Paulo. Questionado sobre o possível impacto de suas conversas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso, no eleitorado evangélico, o “filho 01” disse ser uma “pessoa correta“.
“O que eu tenho para falar sobre isso aí, é que eu sou uma pessoa correta, a gente fez de tudo para fazer um filme em homenagem ao meu pai, que é um cara que merece ter sua história contada. Uma grande produção, que vai ficar pronta e em breve todos verão. Agora, é diferente hoje. O governo Lula tem que explicar muito ainda porque fez reuniões secretas para tentar beneficiar alguém”, disse o senador.
O pré-candidato se viu mergulhado em uma crise após divulgação de conversas suas com Vorcaro, nas quais pede para o banqueiro o pagamento de recursos para bancar o filme Dark Horse, sobre a vida de seu pai.
“Estou e sempre estarei contigo”, chega a dizer Flávio para Vorcaro em uma das mensagens. À época, o banqueiro já estava envolvido no noticiário sobre as fraudes no Master. O senador também se encontrou com Vorcaro posteriormente, após o banqueiro ter sido preso pela primeira vez.
Desde então, Flávio tem adotado o argumento de que o pedido se tratava de um patrocínio privado e não envolvia contrapartidas de sua parte. Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 91 milhões para bancar a produção. A Polícia Federal (PF) investiga se o recurso foi usado, de fato, para o filme e não para outros fins, como bancar a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
Em meio aos desdobramentos do caso, Flávio tem buscado manter a estratégia de tentar atrelar o escândalo do Master ao PT.
“Ali tem corrupção, ali tem favorecimento, e em especial a Bahia ainda tem muito a explicar. Ali foi a origem onde tudo começou. Mas a gente vai fazer como sempre fizemos pelo presidente Bolsonaro, combater a corrupção, reduzir impostos, trabalhar com força para reduzir a violência. E aqui, com muita fé, devolver a esperança para o povo brasileiro”, disse em conversa com jornalistas na Marcha Para Jesus.
“Irritando o lado de lá”
Durante a marcha, Flávio disse em discurso aos fiéis que o Brasil vive uma guerra espiritual e que o evento serve como resposta ao “mundo do mal, que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”.
Afirmou ainda que gostaria que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar depois de ser condenado por tentativa de golpe de Estado, estivesse presente no evento.
“Isso aqui hoje para mim está sendo muito importante. Porque a gente vê muita maldade acontecendo no Brasil, injustiça, perseguição. Minha família tá sendo vítima disso. E quando a gente vê milhões de pessoas assim que acreditam em Deus, louvando ao Senhor, dá uma virada de chave e uma alegria no coração. A gente vê que com fé a gente vai conseguir recuperar o nosso Brasil”, disse aos jornalistas.
Flávio ainda disse que um evento como a Marcha Para Jesus, que reúne milhares de evangélicos nas ruas da capital paulista, “pode irritar muita gente do lado de lá”.
“Aqui não vai ter censura. Nesse ato, eu tenho certeza que pode até estar irritando muita gente do lado de lá. Mas vão ter que aturar, porque isso aqui é a prova que o Brasil tem fé, que o Brasil tem futuro”, afirmou o senador.