
Flávio recua após ataque à CNBB e ergue imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Anteriormente, Flávio acusou CNBB de ajudar a propagar a fake news sobre retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) recuou em relação às críticas que havia feito à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nesta segunda-feira (28/9), o senador disse que a entidade vinculada à Igreja Católica “esclareceu” um mal-entendido.
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“Eu estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a Padroeira do Brasil era uma grande mentira, é a maior fake news dessa campanha, gente. Então, a CNBB [se pronunciou] nesse comunicado – agradeço à CNBB –, confirmando que essa é uma grande fake news que foi potencializada pelo PT. Ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet, aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar desgastar”, afirmou Flávio, durante agenda eleitoral em São Paulo.
Anteriormente, Flávio chegou a dizer que “gente de dentro da CNBB” teria ajudado a propagar a fake news de que o senador retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
“O efeito foi o contrário, todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões todas, não fico dando pitaco como é que a igreja católica tem que seguir as suas regras, se o padre tem que ter celibato ou não tem, o que é que o pastor pode falar do povo ou não pode, não, o Estado não tem que se meter nisso”, acrescentou Flávio, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e outros aliados.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPFlávio também disse que é evangélico, mas “respeita todas as religiões”. “Respeito quem também não tem religião, e é assim que a gente vive, cada um escolhendo a sua fé da forma como achar melhor”, enfatizou.
Nesta segunda, a imagem da Padroeira do Brasil foi entregue a Flávio no ato. Em seguida, o senador e Tarcísio ergueram juntos a imagem diante do público presente.
Flávio x CNBB
Flávio negou, nesse domingo (27/9), qualquer intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Ao falar sobre o tema, o senador acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de divulgar uma fake news com ajuda da CNBB.
“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, disse Flávio em ato de campanha em Goiânia.
A CNBB rebateu o senador e negou qualquer envolvimento com divulgações de notícias falsas. “A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, disse a instituição católica.

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Ver todasA questão foi parar inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a veiculação e mandou retirar posts que ligam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, Flávio Dino, também do STF, derrubou a decisão de Mendonça, alegando não haver indícios suficientes de ilegalidade para justificar a medida.
Dino pediu nesta segunda (28/9) que o caso vá ao plenário do Supremo para uma decisão final.
Em 2020, 152 bispos assinaram uma carta criticando a condução do governo de Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso por tentativa de golpe de Estado, em assuntos como educação e saúde, em meio à pandemia da Covid.



