Filho e atriz celebram Léa Garcia com samba campeão do Carnaval de SP. Veja vídeo
Produtor cultural Marcelo Garcia e atriz Adriana Lessa comemoraram vitória da Mocidade Alegre no Carnaval de SP, com celebração a Léa Garcia
atualizado
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A Mocidade Alegre levou o título de campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo com um enredo exaltando a vida e a obra da atriz Léa Garcia, exemplo de luta antirracista. O filho da atriz, Marcelo Garcia, e Adriana Lessa, que interpretou a homenageada no Anhembi, celebraram a conquista durante a festa na quadra da escola.
Léa Garcia deu início a sua trajetória ainda na metade do século passado. Foi indicada ao prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, em 1959, pela atuação em “Orfeu Negro”, que conquistou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1960. Ela também fez sucesso na TV, consagrada pelo papel da vilã Rosa, na novela “A Escrava Isaura”, de 1976.
Adriana Lessa cruzou o sambódromo em um carro alegórico que simbolizou a entrega do Troféu Oscarito a Léa — o que, na vida real, acabou não acontecendo. Ela morreu aos 90 anos em 2023, justamente no dia em que receberia a premiação, durante o Festival de Gramado. No samba-enredo da Mocidade, ela virou “malunga”, que em bantu significa “companheira”, “irmã”.
Para Adriana, a vida de Léa merece ser celebrada constantemente. “Léa Garcia está em mim, está em nós, que seu legado permaneça vivo, porque é uma mulher que abriu fronteiras, rompeu barreiras, encontrou possibilidades”, afirmou. “Não podemos fazer com que fique invisibilizada sua história”, disse.
A atriz também relembrou a trajetória da homenageada pela Mocidade Alegre. “Fico muito honrada, muito alegre, muito feliz, por compartilhar com toda essa comunidade, todo o Brasil e todo mundo a história dessa mulher. Nossa primeira atriz a ser indicada a um prêmio internacional”, afirmou.
Filho de Léa, o produtor cultural Marcelo Garcia disse que levou o enredo para a presidente da agremiação, Solange Cruz, que abraçou a ideia da homenagem. “Essa escola marcou meu coração, me deu emoções. Eu venho à escola, aos ensaios, não só porque a Léa ganhou o Carnaval, mas porque sou e torço pela Mocidade Alegre, uma escola séria, que faz acontecer na avenida a minha ancestralidade, a minha história e a história do Brasil”, disse.
Marcelo lembrou que Léa já tinha se consagrado no teatro, no cinema e na TV, antes da vitória no sambódromo. “Quando é consagrada na avenida, sei que sou vencedor, porque é o Brasil tomando conta de um legado de uma artista, de mamãe”, afirmou. “Aqui, finco os pés no chão e mostro o legado de mamãe para todas as gerações, para o povo que, unido, jamais será vencido”, disse.











