Fernanda Torres: “Quando um ator brasileiro é nomeado, ele já ganhou”

Em passagem por SP para a divulgação de Ainda Estou Aqui em outubro de 2024, Fernanda Torres falou sobre a então provável indicação ao Oscar

atualizado

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Bruna Sales/Metrópoles
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1 de 1 01-fernanda - Foto: Bruna Sales/Metrópoles

São Paulo — Meses antes da divulgação da lista dos nomeados ao Oscar, anunciada nessa quinta-feira (23/1), a atriz Fernanda Torres participou de um evento para a divulgação de Ainda Estou Aqui em São Paulo e falou sobre uma possível indicação do filme — que na realidade tornaram-se três. O longa, dirigido por Walter Salles, foi selecionado para concorrer em duas categorias – Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro – e Fernanda Torres foi nomeada ao Oscar de Melhor Atriz.

Em um coletiva de imprensa durante um evento da 48ª Mostra Internacional de Cinema em outubro do ano passado, a atriz relembrou a indicação da mãe, Fernanda Montenegro, à categoria de Melhor Atriz na premiação em 1999, pelo filme Central do Brasil, também de Walter Salles. Na ocasião, quem levou a estatueta para casa foi Gwyneth Paltrow, por sua atuação em Shakespeare Apaixonado, de John Madden.

“Quando as pessoas falam do prêmio da mamãe, eu tento explicar que quando um ator brasileiro, falando português, é nomeado, ele já ganhou, pode estourar champanhe, entendeu?”, brincou a atriz. “Vai pra lá sem expectativa porque não vai levar. Só queria explicar isso para as pessoas já ficarem contentes”.

Veja a fala da atriz na íntegra:

À época, Torres disse que, independentemente da possível indicação, o fato de o filme ter ocupado as críticas e entrado em uma “shortlist” da premiação já era um acontecimento, e que o Oscar não precisa ser a “fronteira final”.

“Acho que o filme tem grande chance de estar entre os filmes estrangeiros, estamos trabalhando para talvez outras categorias, mas o filme, ele já é um acontecimento para a gente. Ele já está no mundo, ele já é uma porta de entrada para o mundo. Então o Oscar é muito importante por várias questões, mas ele também não é a medida de tudo“, revelou a atriz.
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Fernanda Torres fala sobre filme
Walter Salles, diretor do longa
Selton Mello e Marcelo Rubens Paiva
Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega, ao lado de Fernanda e Walter
Fernanda Torres
Coletiva de imprensa após exibição do filme "Ainda Estou Aqui"
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Coletiva de imprensa após exibição do filme "Ainda Estou Aqui"

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Walter Salles, diretor do longa
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Walter Salles, diretor do longa

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Selton Mello e Marcelo Rubens Paiva
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Selton Mello e Marcelo Rubens Paiva

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Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega, ao lado de Fernanda e Walter
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Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega, ao lado de Fernanda e Walter

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Fernanda Torres
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Fernanda Torres

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Na entrevista, além de Fernanda e Walter, estavam presentes o diretor Walter Salles, o ator Selton Mello, que também integra o elenco; o escritor Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que deu origem ao filme e os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega.

Oscar

Essa é a primeira vez na história que uma produção do Brasil concorre na categoria de Melhor Filme. Concorrem ao lado do longa brasileiro Anora, O Brutalista, Um Completo Desconhecido, Conclave, Duna: Parte Dois, Emilia Pérez, Nickel Boys, A Substância e Wicked.

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Cena do filme Central do Brasil
Cidade de Deus
Cidade de Deus
Cena do filme Cidade de Deus
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Reprodução
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Cidade de Deus

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Cena do filme Cidade de Deus

Divulgação/Globo Filmes

O último filme brasileiro a ser indicado ao Oscar foi o documentário Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa, que disputou como Melhor Documentário em 2020. Antes, a animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, concorreu na edição de 2016, mas perdeu a estatueta para Divertida Mente, da Pixar.

Antes dele, Cidade de Deus, em 2004, foi indicado a Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia, sem levar nenhuma estatueta para casa. A última vez em que uma produção nacional disputou como Melhor Filme Estrangeiro foi em 1999, com Central do Brasil, também de Walter Salles.

O filme

Em Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres vive Eunice Paiva, que teve papel central na busca por informações sobre o paradeiro de seu marido, o deputado Rubens Paiva, interpretado por Selton Mello. Rubens foi um desaparecido político depois de ter sido preso, torturado e assassinado nos porões do DOI-CODI no Rio de Janeiro, em janeiro de 1971. O longa adapta o livro de Marcelo Rubens Paiva sobre a sua família, sendo ele o mais novo dos cinco filhos de Eunice e Rubens.

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Ainda Estou Aqui
O longa adapta o livro de Marcelo Rubens Paiva sobre a sua família, sendo ele o mais novo dos cinco filhos de Eunice e Rubens
Foram sete anos de produção
O filme concorre em três categorias ao Oscar
Eunice e seus cinco filhos após assassinato de Rubens Paiva
Eunice, Rubens Paiva e seus filhos Marcelo e Beatriz
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Eunice, Rubens Paiva e seus filhos Marcelo e Beatriz

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O longa adapta o livro de Marcelo Rubens Paiva sobre a sua família, sendo ele o mais novo dos cinco filhos de Eunice e Rubens
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O longa adapta o livro de Marcelo Rubens Paiva sobre a sua família, sendo ele o mais novo dos cinco filhos de Eunice e Rubens

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Foram sete anos de produção
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Foram sete anos de produção

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O filme concorre em três categorias ao Oscar
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Eunice e seus cinco filhos após assassinato de Rubens Paiva
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Eunice e seus cinco filhos após assassinato de Rubens Paiva

No evento em São Paulo, Fernanda falou sobre a responsabilidade de interpretar “uma mulher única, que nunca fez questão de ser reconhecida. Ela sai de viúva do Rubens Paiva para a mãe do Marcelo Paiva, movendo revoluções de uma maneira sempre digna, com uma resistência persuasiva”, refletiu a atriz.

“Eu fui olhar as entrevistas que era o mais palpável que eu tinha dela, e via sempre no rosto dela um sorriso e uma contundência que dobrava o seu oponente ou a pessoa com quem ela estava conversando, mas sempre com uma enorme inteligência e um sorriso irremovível. Ela não se movia da sua convicção e isso foi difícil de encontrar”, disse a filha de Fernanda Montenegro, que também participa do filme, interpretando Eunice aos 82 anos.

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