Tarcísio cita “epidemia de feminicídio” e promete ação contra crime

Governador comenta aumento dos casos de feminicídio e explica a nomeação de uma delegada para chefiar a Secretaria da Mulher

atualizado

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Pablo Jacob/Governo de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em visita à Fiesp
1 de 1 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em visita à Fiesp - Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta quinta-feira (11/12) durante uma agenda na cidade de Carapicuíba, que São Paulo vive uma verdadeira “epidemia de feminicídios”. A declaração veio após o aumento dos casos de violência contra a mulher no estado e foi usada como justificativa para a mudança no comando da Secretaria de Políticas para a Mulher, que passa a ser liderada pela delegada Adriana Liporoni. A troca acontece mesmo com a pasta mantendo, mais uma vez, um dos menores orçamentos do governo.

Segundo Tarcísio, apesar da queda em índices como homicídios, latrocínios e roubos, a violência contra a mulher segue como um dos crimes mais difíceis de combater. Ele destacou que muitos dos casos ocorrem dentro de casa, cometidos por pessoas próximas, o que dificulta denúncias.

“É o caso que a gente tem mais dificuldade em combater. Tivemos redução nos homicídios, latrocínios, roubos de carga e de veículos. Mas esses crimes são de natureza muito passional, que são cometidos por pessoas próximas. Muitas vezes, ainda há um certo constrangimento da mulher em procurar ajuda. A gente precisa criar os canais seguros para que as mulheres possam comunicar”, explicou o governador.

Cidade de São Paulo bate recorde de casos de feminicídios em 2025

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a cidade de São Paulo registrou 53 feminicídios entre janeiro e outubro de 2025, o maior número desde o início da série histórica, em 2015. O recorde foi alcançado mesmo sem a inclusão dos registros de novembro e dezembro.

No estado como um todo, foram 207 casos de feminicídio no mesmo período. Além das 53 ocorrências na capital, houve 101 registros no interior e 40 na região metropolitana. O total representa um aumento de 8% em relação ao ano passado, quando o estado somou 191 feminicídios entre janeiro e outubro.


O governador também tentou explicar o orçamento reduzido da secretaria. De acordo com ele, a pasta funciona de forma “transversal”, com apoio de outras áreas, como a Segurança Pública. Com isso, afirmou ter conseguido ampliar o número de delegacias especializadas e lançar um aplicativo para facilitar o registro de boletins de ocorrência pelas vítimas.

Tarcísio disse esperar um avanço no enfrentamento à violência contra a mulher com a chegada de Liporoni ao cargo.“A escolha de uma delegada foi justamente para dar enfoque no que é principal. Claro, a saúde da mulher é importante, a emancipação é importante, mas hoje temos um grande problema, uma grande epidemia, que é a violência contra a mulher. Temos que combater essa chaga, esse mal, e vamos usar toda a energia necessária para isso”, declarou o governador.

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