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São Paulo

Favelas de SP têm quase 800 mil vivendo em vias inacessíveis de carro

Com vias estreitas, a circulação de transporte coletivo é limitada nas favelas. Apenas 6,2% dos moradores vivem em vias com ponto de ônibus

05/12/2025 10:05
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Guilherme Bianchi/Metrópoles
Imagem colorida de uma viela em uma favela de SP - Metrópoles

Quase 800 mil moradores de favelas de São Paulo vivem em vias acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé, de acordo com dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 3,6 milhões de pessoas viviam em favelas naquele ano e 21,7% da população morava em vias inacessíveis de carro.

Apesar da estatística, 2,8 milhões (80,5%) dos residentes habitavam em trechos pavimentados. A dificuldade de acesso pode ser justificada pelas vielas e becos que compõem as favelas.

Com as vias estreitas, a circulação de transporte coletivo também é limitada nos territórios. Apenas 6,2% (224 mil) dos moradores viviam em trechos com ponto de ônibus ou van. Fora dessas áreas, a proporção de pessoas com disponibilidade dessa infraestrutura urbana era maior que o dobro (15,2%).

Falta de infraestrutura e poucas árvores

Quase metade (44,8%) dos moradores de favelas em São Paulo também residiam em vias sem calçada. Fora dessas localidades, apenas 4,8% da população sofria com a falta da infraestrutura.

Enquanto fora dos territórios, a proporção de pessoas com iluminação pública chegou a 98,6%, nas favelas, 545 mil (15,2%) moradores viviam em ruas sem postes de luz.

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Em um recorte ambiental, segundo a pesquisa, 2 a cada 3 moradores (66,4%) viviam em trechos de vias sem árvores em 2022. Além disso, 1,9 milhão (55,3%) residiam em locais sem bueiro ou boca de lobo — responsável por canalizar e escoar a água da chuva e de outras fontes, evitando alagamentos e erosões.

A pesquisa cobriu favelas e comunidades urbanas de todo o Brasil em 2022. Mais de 700 mil faces de quarteirões, 6.479.387 domicílios e 16.166.420 moradores foram abrangidos pelo estudo do IBGE.