Família Maluf e empresas devolverão R$ 210 milhões à Prefeitura de SP

Acordo assinado pelo MPSP e a Procuradoria Geral de São Paulo com familiares de Maluf, além de uma offshore e um banco preveem devolução

atualizado

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Paulo Maluf na Câmara dos Deputados - Metrópoles
1 de 1 Paulo Maluf na Câmara dos Deputados - Metrópoles - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Um acordo assinado nesta terça-feira (29/7) prevê que familiares do ex-prefeito Paulo Maluf, uma empresa uruguaia e um banco brasileiro devolvam R$ 210 milhões à Prefeitura de São Paulo.

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Deputado Federal Paulo Maluf chega preso à Brasília. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Em 2016, antes de ser preso, Paulo Maluf votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff
Foi governador do Estado de São Paulo (1979-1982), além de duas vezes prefeito no mesmo estado (de 1969 a 1971 e de 1993 a 1996)
Ex-deputado Paulo Maluf quando foi preso em Brasília
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Ex-deputado Paulo Maluf quando foi preso em Brasília

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Deputado Federal Paulo Maluf chega preso à Brasília. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Deputado Federal Paulo Maluf chega preso à Brasília. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Em 2016, antes de ser preso, Paulo Maluf votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff
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Em 2016, antes de ser preso, Paulo Maluf votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

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Foi governador do Estado de São Paulo (1979-1982), além de duas vezes prefeito no mesmo estado (de 1969 a 1971 e de 1993 a 1996)
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Foi governador do Estado de São Paulo (1979-1982), além de duas vezes prefeito no mesmo estado (de 1969 a 1971 e de 1993 a 1996)

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Entenda o caso

  • O valor foi acordado com o Ministério Público (MPSP) e a Procuradoria Geral da capital paulista, e é resultado de investigações sobre um esquema de desvios de verbas entre os anos de 1993 e 1998.
  • Quatro filhos, uma ex-nora e um ex-genro de Maluf, além de uma offshore uruguaia e um banco brasileiro que adquiriu ações de empresa Eucatex assinaram o acordo de não persecução civil.
  • Segundo a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do MPSP, o acordo não encerra as ações civis em relação ao próprio Paulo Maluf, sua esposa e empresas acusadas de superfaturamento e pagamento de propina.

Maluf e algumas empresas são acusados de desviar mais de US$ 300 milhões dos cofres municipais durante a construção do Túnel Ayrton Senna e da Avenida Água Espraiada – atual Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Até o momento, acordos realizados nas ações culminaram na devolução de cerca de US$ 160 milhões à cidade, segundo o promotor Silvio Marques.

“O acordo representa uma solução jurídica para processos que se arrastavam há anos e reforça uma tendência negocial que favorece todo sistema de Justiça”, disse o advogado Eduardo Diamantino, que representou os familiares do ex-prefeito nas negociações com o MPSP.

Em 2017, Paulo Maluf foi condenado a 7 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de lavagem de dinheiro, mas teve as penas de prisão extintas em 2023, por se encaixar nos critérios do indulto natalino assinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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