“Explodir sua cara na bala”, disse homem que surrou mulher em elevador
Jonas de Oliveira começou a ameaçar a companheira após a repercussão das agressões sofridas pela mulher no elevador. O agressor foi preso
atualizado
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Jonas de Oliveira, de 32 anos, ameaçou a companheira de morta, dizendo que ia “explodir a cara dela de bala”, além de proferir xingamentos à mulher horas após espancar a vítima, aplicando um golpe mata-leão, dentro do elevador do prédio, onde ele mora, em São Vicente, litoral sul de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo Metrópoles, as ameaças começaram após Jonas ver uma reportagem sobre as agressões na televisão. Logo na sequência, ele começou a mandar mensagens de texto via SMS para a mulher.
De acordo com a mulher agredida, o suspeito enviou uma imagem de um carta que ele teria recebido do condomínio onde mora, dizendo que seria expulso do prédio. Jonas atribuiu o problema à vítima, classificando a mulher como histérica.
A mulher bloqueou o primeiro contato. Entretanto, horas depois, por volta das 20h10 do 10 de fevereiro, Jonas começou a ligar para a vítima e mandar mensagem pelo WhatsApp. Nesse momento, a vítima bloqueou o segundo número.
Menos de 10 minutos depois, o homem voltou a entrar em contato por um terceiro telefone tecendo ameaças, dizendo que ela iria “pagar por tudo aquilo”, chamando ela de vadia e que iria “explodir a cara dela de bala”.
“Você vai pagar por tudo isso”, “vou acabar com a sua vida”, “eu vou acabar com você. Pode ter certeza disso”, foram uma das ameaças apontadas pelo registro policial.
Agressões no elevador
- Jonas de Oliveira, de 32 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (11/2), suspeito de espancar uma mulher dentro de um elevador, no bairro Itararé, em São Vicente, litoral sul de São Paulo.
- Câmeras de segurança flagraram o agressor sufocando e aplicando um mata-leão na vítima, a qual tinha uma medida protetiva contra ele. No boletim de ocorrência, o suspeito negou ter agredido a mulher, dizendo que apenas a empurrou para recuperar o próprio celular.
- Além disso, Jonas confessou ser parte de uma quadrilha que aplica golpes na região e que já teria agredido uma outra mulher, supostamente garota de programa, em um episódio ocorrido em janeiro deste ano.
- O caso foi registrado como tentativa de feminicídio, violência doméstica, ameaça, dano e descumprimento de medida protetiva na Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente, que prossegue com as investigações.
Homem confessou golpes e agressão anterior
À polícia, Jonas negou ter agredido a vítima, dizendo que “apenas a empurrou com o intuito exclusivo de reaver seu telefone celular”. Ele também afirmou que, após a exposição do caso na imprensa, começou a temer uma possível expulsão do condomínio onde mora e enviou uma série de mensagens ameaçadoras à vítima.
Ele entregou os aparelhos celulares junto com as respectivas senhas e confessou que atua em uma rede especializada em aplicar golpes, tendo como função movimentar o dinheiro entre as contas das vítimas e de terceiros beneficiários.
O “golpe do 0800” consistia em um dos criminosos se passar por um atendente de instituição bancária, induzindo as vítimas a fornecerem acesso remoto às suas contas bancárias. Normalmente, os beneficiários dos golpes eram contas pertencentes a “moradores de áreas consideradas livres”.
Jonas também contou às autoridades que, em janeiro deste ano, agrediu uma mulher loira, supostamente garota de programa, que atuaria no bairro do Marapé, na cidade de Santos, usando um capacete. As agressões teriam acontecido por ciúme porque a mulher estaria mantendo conversas com outros homens. O crime aconteceu na garagem do prédio onde a vítima mora.
O agressor ainda confessou ter comportamento agressivo em relação a mulheres em “em razão de atitudes por elas adotadas, afirmando sentir-se obrigado a “dar uma resposta à altura”.
