Ex-delegado morto: digital em carro “entregou” identidade de suspeito
Mãe de suspeito pela morte do ex-delegado foi ouvida na manhã desta quarta (17/9) na sede do DHPP. Oito mandados de busca são cumpridos
atualizado
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Um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi identificado pela Polícia Civil de São Paulo a partir de impressões digitais em um dos carros utilizados no crime, ocorrido na noite da última segunda-feira (15/9) na Vila Mirim, em Praia Grande, no litoral paulista.
Na manhã desta quarta-feira (17/9), a mãe e um irmão dele foram ouvidos na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo. Oito mandados de busca e apreensão são cumpridos contra o suspeito e um comparsa. A participação deles não foi esclarecida. As buscas ainda se concentram no litoral.
A impressão digital foi localizada no Jeep Renegade abandonado a cerca de 500 metros da cena do crime. De acordo com as investigações, o veículo havia sido roubado na capital. O outro carro usado no assassinato, uma SW4, onde estavam os atiradores, foi incendiada.
Uma autoridade ligada à investigação disse, em reservado, ao Metrópoles que o suspeito identificado a partir da digital no Renegade teve passagem por um presídio controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele ainda teria passagens por tráfico e roubo.
Assista:
Execução
Então secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em um ataque com mais de 20 tiros. Câmeras de segurança registraram o carro do ex-delegado sendo perseguido até colidir contra um ônibus. Na sequência, os criminosos descem do veículo de trás e começam a atirar. Outras duas pessoas foram baleadas.
A emboscada que resultou na morte do ex-delegado teve início em uma rua lateral a vários metros do local. Eles estacionaram um carro próximo à Prefeitura de Praia Grande, onde a vítima estava trabalhando, às 18h02.
Após 14 minutos, o veículo de Ruy Fontes aparece na gravação, passa ao lado dos criminosos e é alvo de tiros. Ruy tenta fugir, mas é perseguido, bate o carro em um ônibus após cerca de 2,5 km e é executado.
Outras duas pessoas que estavam próximas do local do ataque ficaram feridas durante a ocorrência, segundo a prefeitura municipal. As vítimas foram transferidas para o Hospital Municipal Irmã Dulce. Uma mulher ficou com ferimentos leves e um homem segue internado para atendimento médico, sem maiores riscos.
Quem era Ruy Ferraz
- Ruy Ferraz Fontes atuou por mais mais de 40 anos Polícia Civil de São Paulo era especialista na facção criminosa PCC.
- Ele iniciou a carreira como delegado de polícia titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 7.
- Durante a vida profissional, foi delegado de Polícia Assistente da Equipe da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
- Também atuou como delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
- Além disso, Ferraz foi delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na Capital.
- O então secretário de Administração de Praia Grande também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e foi Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP).
- Ele ainda foi professor Assistente de Criminologia e Direito Processual Penal da Universidade Anhanguera e atou como Professor de Investigação Policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo (Acadepol).
- Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, permanecendo na gestão que se iniciou em 2025, até ser morto nessa segunda-feira.
- O policial também foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000.
- Ele foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC, em 2019, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.

















































