Dias antes de ser executado, ex-delegado disse que vivia sem proteção

Ruy Ferraz Fontes foi executado na noite dessa segunda (15/9). O ex-delegado que atuou no combate ao PCC vivia em Praia Grande, no litoral

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Ruy Ferraz Fontes, delegado da Polícia Civil de São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Ruy Ferraz Fontes, delegado da Polícia Civil de São Paulo - Metrópoles - Foto: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação

Embora fosse considerado “inimigo número 1” do Primeiro Comando da Capital (PCC), o ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes (foto em destaque), 64 anos, vivia sem proteção policial. Ele foi executado a tiros na noite dessa segunda-feira (15/9), em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Ruy Ferraz atuou por 40 anos na Polícia Civil e era especialista na facção paulista. Depois de deixar a segurança pública, o ex-delegado assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, em 2023. Na cidade, ele vivia sem aparatos de segurança pessoal, como revelou em entrevista dada à Rádio CBN há duas semanas.

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Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
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“Desde 2002 fui encarregado de fazer investigações relacionadas com o crime organizado, especificamente, com relação ao PCC. Eu não quero, eu não tenho proteção. Proteção de que? Hoje eu moro sozinho, eu vivo sozinho aqui na Praia Grande, que é o meio deles. Hoje eu não tenho estrutura nenhuma”, disse Ruy Ferraz.

Em entrevista à imprensa na noite dessa segunda, o atual delegado-geral, Artur Dian, confirmou que Ruy Ferraz não tinha preocupação com possíveis atentados contra sua vida. “Ultimamente, pelo que a gente levantou preliminarmente, e a última vez que eu também pude conversar com ele, não existia esse receio.  Claro que um policial sempre tem toda a cautela, ele andava armado, obviamente, mas ele não tinha esse receio específico de que alguém pudesse estar atentando contra a vida dele”, afirmou Dian.

Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000. Ele foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC, em 2019, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.

Tiros de fuzil

O atentado que matou Ruy Ferraz com tiros de fuzil ocorreu no início da noite dessa segunda, no bairro Mirim, quando ele voltava do trabalho.

Uma câmera de segurança registrou a ação dos criminosos (assista abaixo). Ruy Ferraz Fontes dirigia um carro em aparente fuga, quando bateu em um ônibus e capotou o veículo. Na sequência, os bandidos desembarcaram de outro carro que seguia atrás e dispararam vários tiros contra o veículo do delegado. Veja vídeo do atentado:

Ruy Ferraz Fontes chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a Prefeitura de Praia Grande, outras duas pessoas que estavam próximas ao local do ataque ficaram feridas na ocorrência e foram transferidas para o Hospital Municipal Irmã Dulce. Uma mulher ficou com ferimentos leves e deveria ter alta ainda noite desta segunda. Já um homem que também foi ferido segue internado para atendimento médico, sem maiores riscos.

Após o assassinato, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, anunciou uma força-tarefa e enviou mais de 100 policiais para o litoral em busca dos criminosos.

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