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“Eu não faria”, diz Boulos sobre post com Jesus Cristo feito pelo MTST

Adversários políticos de Guilherme Boulos associaram pré-candidato à Prefeitura de São Paulo ao post feito pelo MTST com Jesus Cristo

atualizado

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Imagem colorida mostra Guilherme Boulos, dos ombros para cima, de terno e gravata, falando ao microfone no Congresso - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Guilherme Boulos, dos ombros para cima, de terno e gravata, falando ao microfone no Congresso - Metrópoles - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

São Paulo – Dias após a polêmica em torno da publicação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), feita na Sexta-Feira Santa (29/3), o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo e deputado federal Guilherme Boulos (PSol) disse que “não faria” post semelhante.

“Eu não faria. Uma sátira social em cima de uma questão tão delicada, como é a questão da fé das pessoas e sentimentos religiosos, sempre vai gerar interpretações que podem ser distorcidas, e foi o que aconteceu”, disse ele na tarde desta terça-feira (2/4) ao deixar uma reunião com vereadores do PT e do PSol na capital.

A declaração do deputado foi feita três dias após ele criticar o prefeito Ricardo Nunes (MDB), seu maior adversário nestas eleições, por associá-lo à postagem, já que Boulos foi líder do MTST.

O post do MTST continha uma montagem de Jesus Cristo crucificado acompanhada da frase “bandido bom é bandido morto”, proferida por três soldados romanos. A afirmação foi em referência a grupos conservadores que defendem penas mais duras a criminosos.

Assim como Nunes, políticos conservadores, muitos deles bolsonaristas, também associaram Boulos à postagem feita pelo MTST. Para o deputado, o post “não foi correto”.

“O que está em jogo é que quando você faz uma crítica social e não deixa isso claro, você abre margem, ainda mais num tema delicado, como é a fé das pessoas, abre margem para distorções. E foi isso que o prefeito e os bolsonaristas tentaram fazer”, disse Boulos.

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Ele destacou que no próprio MTST a maioria da militância é religiosa e cristã e disse que Nunes busca “fazer uso eleitoreiro e oportunista do caso”.

“O prefeito utilizou isso por oportunismo eleitoral, para criar distorção e interpretações indevidas. Eu lamento muito que, ao invés de se posicionar sobre os temas da cidade de São Paulo e estar preocupado com o centro ficando cinco dias sem luz, a atribuição do prefeito da maior cidade da América Latina seja ficar atacando os outros no Twitter”, afirmou.

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