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São Paulo

Esposa de policial morto trocou mensagens com atirador antes do crime

Segundo investigação, Maria Francileide e Ronaldo da Silva trocaram mensagens de Ano-Novo dias antes da morte de policial civil

16/01/2025 02:15
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Montagem/Metrópoles
Imagens coloridas mostram homem branco, cabelos curtos, bigode e cavanhaque, do lado esquerdo, e ao lado, à direita, mulher branca, usando óculos escuros, vestindo camisa azul clara e com arma na cintura sendo retirada por policial

São Paulo — A Polícia Civil identificou uma troca de mensagens entre a esposa do policial civil Arnaldo José Nascimento e o homem suspeito de assassiná-lo com quatros tiros na cabeça, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. Maria Francileide e Ronaldo da Silva, conhecido como “Tatu”, foram presos por homicídio.

“Com a apreensão do celular dela [Maria] e com a devida autorização, nas conversas de WhatsApp, tem um áudio dela para a esposa do atirador [Ronaldo] dizendo: ‘Olha, acorda o seu marido que eu quero falar com ele antes do Ano-Novo”, afirmou o delegado Luiz Augusto Romani, do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco) da 7ª Seccional de Polícia.

Esposa de policial morto trocou mensagens com atirador antes do crime - destaque galeria
4 imagens
Maria Francileide, esposa do policial civil assassinado
Comparsa do executor do policial civil
Arnaldo Nascimento, policial civil morto a tiros em São Miguel Paulista
Ronaldo da Silva, conhecido como "Tatu", apontado como assassino de policial civil
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Ronaldo da Silva, conhecido como "Tatu", apontado como assassino de policial civil

Arquivo pessoal
Maria Francileide, esposa do policial civil assassinado
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Maria Francileide, esposa do policial civil assassinado

Divulgação/Polícia Civil
Comparsa do executor do policial civil
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Comparsa do executor do policial civil

Divulgação/Polícia Civil
Arnaldo Nascimento, policial civil morto a tiros em São Miguel Paulista
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Arnaldo Nascimento, policial civil morto a tiros em São Miguel Paulista

Reprodução

“Depois, tem um áudio dele cumprimentando ela no dia 31 de dezembro: ‘Feliz Ano-Novo para você e para o seu marido’. Cumprimentou até a vítima”, complementou o delegado Luiz Augusto Romani.

O que se sabe:

  • O policial civil Arnaldo José Nascimento, de 57 anos, foi morto com quatro tiros na cabeça, no dia 6 de janeiro, dentro de uma gráfica, na rua Guaracapá, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo;
  • O caso foi registrado inicialmente como latrocínio e localização/apreensão de objeto pela 7ª Delegacia Seccional. Um suspeito, identificado como Douglas Cabral de Oliveira, de 39 anos, foi preso no dia do crime. Ele confessou a participação no assassinato;
  • Douglas atuou como comparsa de Ronaldo da Silva, conhecido como “Tatu”, apontado pela investigação como o atirador. Os dois foram registrados por câmeras de segurança usando objetos, como papelão e bexigas, para impedir a identificação;
  • Ronaldo da Silva foi preso nessa quarta-feira (15/1), após nove dias foragido;
  • A esposa de Arnaldo, Maria Francileide, de 55 anos, foi encontrada dentro da casa de Ronaldo durante a investigação do crime. Ela estava com uma arma do marido na cintura e tentou sacá-la contra os policiais;
  • Maria Francileide foi presa no dia 13 de janeiro, suspeita de ser a mandante do assassinato;
  • Segundo a polícia, ela demonstrou frieza após a morte do marido e mentiu na delegacia sobre não reconhecer os suspeitos — a mulher também aparece nas imagens do crime;
  • “Ela disse que aquele rapaz que saiu na porta [Douglas] não estava no local do crime, que não era o que foi apresentado aqui [na delegacia]. Ela simplesmente alega que ele cobriu o rosto com papelão. Pelas imagens, em nenhum momento ele se escondeu”, afirmou o delegado Antônio José Pereira, da 7ª Delegacia Seccional;
  • “Ela mentiu para mim no dia dos fatos, falando que não conhecia [o suspeito]”, completou o delegado Luiz Augusto Romani, do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco) da 7º Seccional. Segundo ele, Maria não quis reconhecer os suspeitos após o assassinato;
  • Quando foi encontrada na casa do suspeito de assassinar seu marido, Maria Francileide, tentou sacar uma arma contra um dos investigadores da Polícia Civil;
  • A polícia apurou que Ronaldo prestava serviços como terceirizado em uma gráfica que o policial mantinha junto com a esposa. Já Douglas teria sido chamado por Ronaldo para participar do suposto roubo, sem saber que o comparsa mataria o policial.

Veja o momento do crime: