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São Paulo

Enteado de Golias monitorou tenente da Rota antes de atentado, diz PM

Esposa e enteado de suspeito de atirar contra tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos prestaram depoimento no DHPP nessa quinta (23/7)

Reprodução
Colagem colorida do tenente da rota e do enteado do suspeito de atirar em atentado - Metrópoles

O enteado de Hércules da Costa Siqueira, o “Golias”, suspeito de atirar contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos (à esquerda na foto em destaque), teria monitorado a rotina do oficial dias antes do atentado, segundo a Polícia Militar (PM). Identificado apenas como Vinicius (à direita na foto em destaque), o homem foi ouvido pela investigação nessa quinta-feira (23/7).

A PM acredita que Vinicius teria levantado informações que viabilizaram a emboscada. A mãe dele, esposa de Golias, também foi ouvida na noite de ontem.

A mulher também teria participado do atentado contra o tenente da Rota, ocorrido no dia 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC, região metropolitana. Ela teria auxiliado na fuga do marido logo após o crime. Como mostrado pelo Metrópoles, Golias foi flagrado por câmeras fugindo juntamente com a esposa e as duas filhas, menores de idade (assista abaixo).

O enteado e a esposa de Golias foram conduzidos ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde foram adotadas as providências de Polícia Judiciária. Dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos a perícia.

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Golias teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas segue foragido. O nome dele foi incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil para quem passar informações que levem ao paradeiro de Golias.

Investigação

A principal linha de investigação aponta que Hércules e Elenilson poderiam integrar o mesmo núcleo criminoso ligado ao atentado.

Os dois são investigados por possíveis atuações na preparação, logística, fuga e apoio aos envolvidos no ataque. A decisão que determinou a prisão de Hércules também autorizou buscas em endereços ligados ao suspeito e à quebra dos sigilos telefônico e telemático. A intenção é reconstruir os passos dos envolvidos antes e depois da tentativa de homicídio.

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Para a Justiça, há indícios de uma ação organizada, com divisão de tarefas, utilização de veículos de apoio e medidas destinadas a esconder provas.

A prioridade das forças de segurança é encontrar Hércules, identificar quem estaria ajudando o foragido e evitar que ele consiga deixar São Paulo ou fugir do Brasil. O Metrópoles apurou que ele tem passagens por homicídio, tentativa de homicídio e por três roubos.