Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Endereços da produtora de Dark Horse nos Jardins são alvos da PF em SP

PF deflagrou operação Make Up para apurar desvio de emendas. Produtora de Dark Horse e deputado Mário Frias estão entre alvos

10/09/2026 09:18, atualizado 10/09/2026 09:25
Milena Vogado/Metrópoles
Imagem colorida mostra agentes da PF durante operação contra produtora de Dark Horse. Metrópoles

A Polícia Federal (PF) cumpre 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Operação Make Up, deflagrada nesta quinta (10/9). A ação apura desvio de emendas parlamentaresEntre os alvos, estão endereços ligados s Karina Gama, dona da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação também mira o deputado federal e candidato à reeleição Mario Frias (PL-SP).

Em São Paulo, a PF cumpre 22 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços é o Instituto Conhecer Brasil (IBC), de propriedade de Karina, na região da Avenida Paulista. Os agentes chegaram ao local por volta das 6h desta quinta e buscam por documentos que possam auxiliar nas investigações. O advogado da empresária acompanha a ação.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Outro endereço ligado à produtora e alvo da operação desta quinta é a Academia Nacional de Cultura (ANC), também na região da Paulista.


Dark Horse na mira da PF

  • O filme aborda a história de Jair Bolsonaro até a chegada à Presidência da República e ganhou notoriedade após a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedir apuração de repasses de emendas parlamentares destinadas à produtora do filme.
  • Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que o deputado Mario Frias apresentasse informações sobre a destinação dos recursos.
  • À época, Frias negou ao STF que teria destinado R$ 2 milhões em emendas para o filme. A defesa do deputado pediu o arquivamento da apuração e afirmou que a informação sobre o uso dos recursos para a produção é “absolutamente falsa”, ressaltando que a verba não foi destinada a qualquer produção cinematográfica.
  • Em maio, o Intercept Brasil revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, nas quais é mencionado um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme. O valor discutido teria chegado a cerca de R$ 134 milhões.
  • Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
  • O dinheiro teria sido enviado a um fundo nos Estados Unidos, gerido pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive autoexilado no Texas.