Empresário denuncia agressão por funcionários de karaokê em São Paulo
Donizete Oliveira, 29, denuncia ter sido vítima de agressão na fila para pagar a conta em karaokê na região central de SP, no domingo (17/8)
atualizado
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O empresário Donizete Oliveira, de 29 anos, denunciou, em publicação nas redes sociais, ter sido vítima de agressão dentro de um karaokê, localizado na Santa Cecília, região central de São Paulo, na madrugada do último domingo (17/8).
O rapaz afirma que foi ao karaokê Siga La Vaca — marcado por ele nas postagens em seu perfil no Instagram — para comemorar o aniversário de um amigo. Segundo o relato, divulgado nos Stories, ele ficou por cerca de 30 minutos no estabelecimento e, na hora de pagar a conta, se deparou com uma longa fila. “O espaço estava totalmente lotado, com apenas um caixa aberto para atender a todos, o que tornava a fila interminável”, declarou.
“Eu comecei a passar mal e apenas pedi ajuda aos funcionários para conseguir sair mais rápido. Fiz isso de forma educada, sem aumentar o tom de voz em nenhum momento. Deixei claro que não queria ‘passar na frente’ de ninguém, apenas estava me sentindo mal e que o local precisava rever sua logística, pois estava completamente superlotado”, completou.
Ainda de acordo com o relato do empresário, foi nesse contexto que ele diz ter sido agredido, sem qualquer motivo, por um soco dado por um desconhecido. “Ao tentar me defender, a situação saiu do controle. Seguranças e funcionários, que deveriam proteger os clientes, se juntaram e passaram a me agredir brutalmente: socos, empurrões, chutes inclusive na cabeça, quando eu já estava caído no chão.”
Donizete ainda afirmou que, já do lado de fora do estabelecimento, foi avisado por desconhecidos que deveria deixar o local pois os agressores estavam armados. Ele também disse que foi abraçado por uma mulher que teria visto o ocorrido e afirmado que o ataque teve motivação homofóbica. Mas, o empresário não confirma que esse tenha sido o motivo.
“É revoltante pensar que um estabelecimento que cobra pelo serviço trata clientes dessa forma e permite tamanha violência acontecer em seu espaço. Deixo aqui meu compromisso: vou buscar as imagens das câmeras de segurança, registrar todas as denúncias cabíveis e responsabilizar judicialmente cada envolvido. O que aconteceu comigo não pode acontecer com mais ninguém”, finalizou o empresário — que diz ter registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
Veja publicação do empresário nas redes sociais:
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O que disse o karaokê
Em postagem nas redes sociais, nesta terça (19/8), a direção do karaokê Siga La Vaca disse que o episódio não envolveu funcionários da casa e foi solucionado pela polícia. A administração também reforçou que não compactua com atos de violência.
Confira a nota do karaokê na íntegra
A direção do Bar Siga La Vaca e das casas da Rede Biroska reforça que não compactua com qualquer tipo de preconceito, discriminação ou violência, especialmente contra a comunidade LGBTQIA+, a qual sempre acolhemos com respeito, carinho e segurança. Somos reconhecidos justamente por sermos espaços seguros, inclusivos e diversos, poutados no entretenimento e na valorização da diversidade. É importante esclarecer que a recente confusão ocorreu entre clientes, fora de nossas dependências, e que a casa não tem qualquer responsabilidade sobre o ocorrido. Ressaltamos que sempre prezamos pela segurança de todos os frequentadores, contando com equipes preparadas, e que situações como essa nunca haviam acontecido em nossa historia. O episódio foi prontamente solucionado com a atuação da policia, garantindo a normalidade e a segurança no entorno. Repudiamos veementemente quaisquer atos de violência ou manifestações preconceituosas. Agradecemos a confiança de nosso público ao longo de mais de seis décadas de atuação, e reiteramos nosso compromisso em proporcionar ambientes dê diversão, acolhimentoe respeito a todos.












