
Em debate na Band, Lula fica à direita e Flávio, à esquerda na tela
Após cancelamentos, candidatos à Presidência se encontram em debate pela primeira vez em suas campanhas neste ano

Candidatos à Presidência da República no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam pela primeira vez em suas campanhas nas eleições de 2026 em debate na TV Bandeirantes, em São Paulo, na noite deste domingo (18/10). Para este primeiro encontro, os presidenciáveis protagonizarão uma pequena ironia: segundo a organização do confronto, o púlpito de Lula estará à direita do monitor dos telespectadores, enquanto o de Flávio ficará à esquerda.
A disposição dos púlpitos contrasta com o posicionamento político que ambos representam: Lula é historicamente associado à esquerda, enquanto Flávio se apresenta como representante da direita e herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. A configuração, porém, segue a organização física do estúdio e não necessariamente indica uma escolha simbólica da emissora — do ângulo dos próprios presidenciáveis, diferente do da tela, Lula estará à esquerda e Flávio à direita.
O debate ocorre em um momento decisivo da campanha, com os dois candidatos buscando conquistar eleitores antes da votação do segundo turno. Além de apresentar propostas, Lula e Flávio devem usar o confronto para defender seus respectivos legados políticos e explorar pontos considerados frágeis na trajetória do adversário.

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Ver todasO encontro também marca um novo capítulo da disputa entre o PT e o bolsonarismo, que protagonizaram as duas últimas eleições presidenciais. Em 2022, Lula enfrentou Jair Bolsonaro em um debate promovido pela própria Band, também durante o segundo turno. Na ocasião, pandemia de Covid-19, corrupção e economia estiveram entre os principais temas do confronto.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAgora, quatro anos depois, o petista volta ao palco da emissora diante de outro integrante da família Bolsonaro. Flávio, por sua vez, tenta consolidar a própria candidatura nacional em uma campanha que tem como referência central o governo do pai e o eleitorado que se identifica com o bolsonarismo.
