
Eleições 2026: Metrópoles repercute o 1º debate ao governo de SP. Veja
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se encontraram pela primeira vez em debate nos estúdios da TV Bandeirantes

Os dois candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se encontraram neste domingo (9/8), no primeiro debate entre os candidatos ao governo paulista nas eleições de 2026. O encontro foi realizado nos estúdios do Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo. Acompanhe ao vivo:
O debate marcou a abertura da temporada de confrontos entre candidatos a governador na televisão aberta. A Band promoveu encontros neste domingo em 12 estados (São Paulo, Rio Grande do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Amazonas e Goiás) e no Distrito Federal.
Quem são os candidatos:
Tarcísio de Freitas (Republicanos): Governador de São Paulo desde 2023, Tarcísio de Freitas, 51 anos, é engenheiro e ex-ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro. Filiado ao Republicanos, venceu Haddad no segundo turno da eleição de 2022 e tenta a reeleição em 2026.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPFernando Haddad (PT): Ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação e da Fazenda, Fernando Haddad, 63 anos, é um dos principais nomes do PT. Professor e advogado, foi candidato à Presidência da República em 2018 e disputou o governo de São Paulo em 2022, quando terminou em segundo lugar, atrás de Tarcísio de Freitas.
Como foi o debate
Primeiro bloco
O primeiro bloco do debate foi marcado por ataques e defesas em três áreas centrais: segurança pública, educação e economia. O confronto já começou com os dois candidatos tentando estabelecer a principal linha de campanha: Haddad focado em questionar o legado dos quatro anos de Tarcísio no governo paulista, enquanto o governador buscou defender os resultados de sua gestão e associar o adversário ao governo Lula.
Na segurança pública, Haddad questionou os resultados da política adotada pelo governo estadual e criticou a atuação das forças de segurança. Tarcísio, por sua vez, defendeu a gestão e apresentou números e ações de combate à criminalidade para sustentar a avaliação positiva de seu governo. O tema é considerado estratégico na eleição paulista, já que a segurança aparece entre as principais preocupações do eleitorado.
Na educação, o embate passou pelas políticas adotadas na rede estadual e pela qualidade do ensino. Haddad explorou sua experiência como ex-ministro da Educação e cobrou resultados do governo Tarcísio, enquanto o governador citou investimentos e medidas implementadas durante sua administração. O petista também buscou apresentar uma visão diferente para a política educacional paulista, em contraste com o modelo defendido pela atual gestão.
O fim do bloco foi marcado por um debate sobre a política econômica. Tarcísio tentou nacionalizar a discussão ao relacionar Haddad ao governo federal e à condução da economia durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda. O petista rebateu as críticas e procurou trazer o debate para a realidade de São Paulo, defendendo as medidas adotadas pelo governo Lula e questionando as escolhas econômicas da administração estadual.

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Ver todasSegundo bloco
O segundo bloco do debate entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, na Band, foi marcado por perguntas de jornalistas sobre projetos e temas que afetam diretamente São Paulo. Na primeira rodada, os candidatos foram questionados sobre o túnel Santos-Guarujá, uma das principais obras de infraestrutura do governo paulista.
Tarcísio destacou a importância do projeto e reconheceu a participação do BNDES no financiamento. Haddad, por sua vez, aproveitou a pergunta para defender sua atuação no governo federal e afirmou ter orgulho de ter participado de uma gestão que, segundo ele, manteve uma relação republicana com estados e municípios.
Na sequência, o foco passou para o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump e os impactos das tarifas sobre a economia paulista. O tema abriu espaço para que os dois candidatos voltassem a discutir a relação de São Paulo com o governo federal e a política econômica. Para o candidato do PT, a conduta do governo federal foi “histórica” ao enfrentar as tentativas de interferência do governo dos Estados Unidos na economia brasileira.
Já Tarcísio de Freitas afirmou que as tarifas prejudicam a economia brasileira, em especial as indústrias paulistas. O governador defendeu a antecipação de créditos de ICMS como uma forma de reduzir os impactos das tarifas.
O bloco terminou com um debate sobre agronegócio. O governador paulista diz ter apreço grande pelo agronegócio. “Temos procurado ajudar com o Fiape. O agro precisa de previsibilidade”. Haddad considera que o governo federal é fundamental para a competitividade do agronegócio no Brasil. “Acreditamos que o Estado de São Paulo pode colaborar com a União”.
Terceiro bloco
O último bloco foi focado nas privatizações: Fernando Haddad criticou a privatização da Sabesp citando a promessa de Tarcísio na eleição passada de que, uma vez privatizada a companhia, a conta de água do consumidor seria reduzida.
Tarcísio respondeu que a redução da tarifa ocorreu nos primeiros meses, mas alegou que não seria possível mantê-la assim por mais tempo, sob risco de a empresa tornar-se “insolvente”, e provocou: “estatais insolventes são a especialidade da casa dos governos petistas”.
Haddad prometeu que, se eleito, vai revisar os contratos de concessão do governo de São Paulo e citou as privatizações no transporte sobre trilhos: “Serei obrigado a rever os contratos linha por linha”
Fernando Haddad ainda questionou Tarcísio sobre os benefícios fiscais concedidos pelo Estado. Na opinião do petista, não há transparência em quais empresas estão sendo beneficiadas. Tarcísio respondeu que fez uma revisão dos benefícios concedidos pela gestão estadual e os reduziu em um terço.
Sobre saúde, Tarcísio diz que São Paulo dobrou o número de cirurgias eletivas com SUS Paulista depois de Haddad afirmar que o avanço das cirurgias eletivas no estado ficou abaixo da média nacional. O governador disse que São Paulo passou a complementar com recursos próprios os valores pagos pelo SUS a hospitais e Santas Casas.
Fernando Haddad lembrou que 60% da tabela SUS vem do governo federal. O petista afirmou que Tarcísio desvinculou verbas da educação e da aposentadoria para poder seguir com a tabela SUS Paulista e voltou a dizer que o atual governador não reconhece a ajuda do governo Lula.
Tarcísio respondeu que São Paulo bate recordes em diversos setores do atendimento e de serviços públicos, como nos transportes e na saúde. “Aumento de cobertura vacinal, prevenção do câncer”.
“São Paulo hoje é recorde de cirurgia, São Paulo hoje é recorde de habitação, São Paulo hoje é recorde de investimento de infraestrutura. São Paulo hoje é recorde de expansão de metrô. São Paulo hoje está voando”, diz Tarcísio.
O atual governador também provocou Haddad ao dizer que Ricardo Nunes é o maior prefeito da história da cidade. Tarcísio cutucou Haddad, prefeito da capital entre 2013 e 2016, dizendo que agora existem obras nas periferias. A fala foi aplaudida pelos presentes.
Considerações finais
Tarcísio de Freitas voltou a falar sobre segurança pública e disse que sua gestão apresenta os menores indicadores criminais de São Paulo. O candidato à reeleição promete trazer a inteligência artificial para a segurança e a saúde pública. “Tornar as nossas cidades mais seguras.” Tarcísio disse que fez o maior programa de mobilidade e maior expansão das linhas de Metrô em São Paulo.
Fernando Haddad comparou os governos de Jair Bolsonaro e Lula e, na sequência, disse que Tarcísio de Freitas abusou do “gerúndio” para expor os feitos de sua gestão “Está indo, está fazendo…”. Na opinião do petista, São Paulo está ficando na “lanterninha” do desenvolvimento no Brasil. Haddad criticou a postura de Tarcísio durante o confronto e afirmou que o governador deveria reconhecer eventuais erros da gestão.



