Dois grupos estrangeiros vão disputar leilão do túnel Santos-Guarujá

Leilão do túnel Santos-Guarujá será nesta sexta (5/9). Empreiteiras brasileiras desistiram da concorrência

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foto colorida do projeto do Túnel Imerso Santos-Guarujá - Metrópoles
1 de 1 foto colorida do projeto do Túnel Imerso Santos-Guarujá - Metrópoles - Foto: Divulgação/Governo de SP

Dois grupos entregaram, nesta segunda-feira (1º/9), propostas para a construção do túnel SantosGuarujá, no litoral de São Paulo. As empresas estrangeiras Mota-Engil e Acciona serão as únicas a disputar o leilão previsto para acontecer na sexta (5).

A obra é a maior do Novo PAC e deve custar R$ 5,8 bilhões, sendo R$ 5,14 bilhões de aporte público — divididos entre os governos do estado e federal — e R$ 1,67 bilhões de investimento privado, em uma Parceria Público-Privada (PPP). Os valores devem abranger as etapas de construção, operação e manutenção do sistema.

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Projeto de túnel que liga Santos e Guarujá
Túnel que será construído entre Santos e Guarujá em convênio assinado pelo governo federal e o estado de SP
Lula e Tarcísio assinaram convênio para construção do Túnel Santos-Guarujá
Projeto Túnel Imerso Santos-Guarujá
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Projeto Túnel Imerso Santos-Guarujá

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Projeto de túnel que liga Santos e Guarujá
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Projeto de túnel que liga Santos e Guarujá

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Túnel que será construído entre Santos e Guarujá em convênio assinado pelo governo federal e o estado de SP
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Túnel que será construído entre Santos e Guarujá em convênio assinado pelo governo federal e o estado de SP

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Lula e Tarcísio assinaram convênio para construção do Túnel Santos-Guarujá
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Lula e Tarcísio assinaram convênio para construção do Túnel Santos-Guarujá

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A empresa que arrematar o leilão terá direito à concessão pelos próximos 30 anos. Além disso, poderá explorar a cobrança da tarifa de travessia, que deve ser semelhante à cobrada atualmente pelas balsas. A expectativa é de que os motoristas levem 1 minuto e meio para o cruzamento.

Disputa entre grupos estrangeiros

A espanhola Acciona já é a dona da concessão para a construção da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo. Na Europa, a construtora executa túneis para trens de alta velocidade, como o projeto Follo Line, na Noruega, e os túneis de Pajares, na Espanha.

A entrada da construtora na obra do túnel Santos-Guarujá serviria para os espanhóis se certificarem para um projeto futuro – uma concorrência que deve ser aberta pelo governo espanhol de uma ligação do país com a cidade autônoma de Ceuta, um território da Espanha no norte na África.

O consórcio português Mota-Engil, por sua vez, tem participação da empresa pública chinesa China Communications Construction Company (CCCC), um dos maiores conglomerados de infraestrutura do mundo.

Na Bahia, a CCCC constrói a ponte Salvador-Itaparica, em parceria com outra construtora chinesa, a China Railway 20th Bureau Group Corporation (CRCC20). Em 2017, a CCCC adquiriu a construtora brasileira Concremat.


Túnel Santos-Guarujá

  • Esperado há quase 100 anos, o túnel que ligará Santos ao Guarujá será o primeiro túnel imerso da América Latina.
  • Ele ficará a uma profundidade de 21 metros e terá 860 metros de extensão, com seis pistas, sendo três para cada sentido.
  • A expectativa é de que a travessia seja feita em 1 minuto e meio de carro.
  • O trajeto também poderá ser percorrido por pedestres e bicicletas.
  • As autoridades estimam a circulação diária de ao menos 150 mil pessoas pelo túnel.
  • Atualmente, o trajeto é feito por meio do transporte de balsa ou pela Rodovia Piaçaguera-Guarujá, podendo durar mais de uma hora, a depender do trânsito.
  • O edital do projeto prevê tarifa semelhante à cobrada atualmente para a travessia por balsa, no valor de R$ 6,15.
  • Até a inauguração, o valor deve ser reajustado de acordo com a inflação.
  • O projeto é estruturado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Desistência de empresas nacionais

A disputa entre a Acciona e a Mota-Engil acontece após a desistência de dois grupos brasileiros: a antiga Odebrecht (atual Novonor) e a Andrade Gutierrez.

O projeto era visto por executivos como uma chance se reabilitação das empresas no mercado nacional após o impacto das condenações da Operação Lava Jato. Para isso, elas entrariam no leilão em parceria com outros grupos: a Novonor com a Queiroz Galvão, e a Andrade Gutierrez com a italiana Webuild.

As empreiteiras brasileiras, contudo, desistiram da participação e não apresentaram propostas.

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