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Eleições 2026São Paulo

Entenda como a disputa ao Senado virou central nas eleições deste ano.

Entre os fatores, estão a renovação da Casa Legislativa, o controle das agendas e a tentativa de interferência na composição do STF

Igo Estrela/Metrópoles
Plenário do Senado - Metrópoles

A disputa ao Senado tomou uma atenção central nas eleições deste ano, em que cada eleitor deverá votar em dois nomes para o cargo. Entre os fatores que ajudam a explicar o foco dos partidos, estão a renovação da Casa Legislativa, o controle das agendas e a tentativa de interferência na composição do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta quarta-feira (12/8) a série Na Boca da Urna traz um vídeo sobre o assunto. Veja:

Disputa ao Senado

Neste ano, uma renovação grande pode ocorrer no Senado. Diferente de outros cargos que duram quatro anos, cada mandato de senador é válido por oito anos. Em 2026, termina o mandato de dois terços dos senadores do país; das 81 vagas, 54 vão estar em disputa.

“Todos eles querem ter maioria no Senado, mas alguns deles estão, digamos, muito ativos procurando conseguir para si próprios, ou para o bloco do qual eles fazem parte, enfim, dois terços de voto no Senado, para eventualmente poder ter mais poder em relação ao Executivo e principalmente em relação ao Judiciário”, afirma o sociólogo Brasílio Sallum Júnior.

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A depender de quem for eleito, a Casa pode ficar mais à esquerda ou mais à direita, o que interfere diretamente na governabilidade do presidente, como explica a cientista política Maria do Socorro Braga. “Tendo a maioria absoluta das cadeiras, o que significa 41 senadores, vai dar a eles, hoje, a chamada oposição. O controle total da mesa diretora, que é o principal poder, concentração de poder e decisões, das comissões, e mesmo do fluxo de votações estratégicas.”

Além disso, o ponto mais polêmico é que a renovação das cadeiras no Senado pode abrir margem para que pedidos de afastamento de ministros do STF sejam votados pela primeira vez na história do Brasil.

Um processo de afastamento passa necessariamente pelo Senado. Contudo, para que um processo avance, dois terços dos parlamentares precisam aprovar a queda de um ministro.

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Série Na Boca da Urna

Próximos vídeos:

  • 19 de agosto: A política externa pode impactar a disputa nacional?
  • 26 de agosto: Por que a terceira via não vence as eleições presidenciais no Brasil?
  • 2 de setembro: Por que a direita vence no Sul e a esquerda no Nordeste?
  • 9 de setembro: Como a batalha de rejeições pode definir uma eleição?
  • 16 de setembro: Por que partidos apelam para os puxadores de voto?
  • 23 de setembro: Como a segurança pública virou o tema das eleições?
  • 30 de setembro: Por que Minas Gerais é retrato do Brasil na eleição?

O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. No pleito, eleitoras e eleitores votarão para presidente da Repúblicagovernadordois senadoresdeputado federal e deputado estadual.

Até 15 de agosto, todas as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral. No Brasil inteiro, a campanha eleitoral começará no dia seguinte.