Deputado quer tirar nome Ultrafarma da estação Saúde do Metrô de SP
Estação da Linha 1-Azul do metrô leva o nome da Ultrafarma desde 2022. Dono da rede, Sidney Oliveira, foi preso nessa terça-feira (12/8)
atualizado
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O deputado estadual Carlos Giannazi (PSol) entrou com um pedido para a retirada do nome Ultraforma da estação Saúde da Linha 1-Azul do Metrô após o dono da empresa, Sidney Oliveira, ter sido preso no âmbito de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um esquema de corrupção envolvendo a concessão de créditos de ICMS.
A Ultrafarma nomeia a estação desde março de 2022, quando comprou o direito adquirido pela Digital Sports Multimedia (DSM), que ganhou uma licitação de naming rights em 2021. O contrato da DSM com o Metrô prevê o pagamento de R$ 71,9 mil mensais pelos próximos 10 anos pelos direitos de nomear a estação. Na época, a Ultrafarma arrematou o acordo devido à ligação que mantém com a região da Saúde, onde operam mais de 20 unidades das farmácias.
Quem é Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma
Sidney Oliveira é o dodo na rede Ultrafarma. Ele é acusado de fazer pagamentos ilegais ao auditor Arthur Gomes da Silva Neto, da Secretaria da Fazenda, para obter vantagens fiscais. Para isso, Neto negociava diretamente com Oliveira e outros empresários e teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propina para operar o sistema. O governo do estado ainda não divulgou o valor do prejuízo causado aos cofres públicos.
No pedido feito ao governo do estado de São Paulo, o deputado Giannazi argumenta que “fica evidente que uma empresa [Ultrafarama] com tal histórico de danos ao erário público não pode seguir se beneficiando de um serviço público, como é o metrô, para publicidade e divulgação da marca”. Ele pede que a gestão estadual rescinda o contrato de naming rights e restabeleça o nome da estação Saúde, retirando a menção à empresa.
O Metrópoles procurou o Metrô e a Secretaria de Comunicação do Governo do estado de São Paulo e aguarda retorno.
Em nota, a Ultrafarma informou que está colaborando com a investigação e que as informações veiculadas “serão devidamente esclarecidas no decorrer do processo e demonstrará a inocência no curso da instrução”.
Entenda o esquema que levou à prisão de Sidney Oliveira
- O esquema envolvia o pagamento de propina para o auditor fiscal de alto escalão da Secretaria da Fazenda, Artur Gomes da Silva Neto.
- Artur Gomes da Silva Neto manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas.
- Essas empresas, entre elas a Fast Shop e a Ultrafarma, eram beneficiadas, deixando de contribuir devidamente ao estado de São Paulo.
- Em contrapartida, Arthur Neto recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada em nome da mãe dele, Kimio Mizukami da Silva.












