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São Paulo

Deputado provoca Erika Hilton com hashtag contra Bolsonaro: "Ele Não"

Maurício Neves (PP-SP) usa hashtag em protesto contra eleição da deputada trans Erika Hilton para presidir comissão de direito das mulheres

16/03/2026 13:07, atualizado 16/03/2026 15:02
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Divulgação/Câmara dos Deputados
Deputado provoca Erika Hilton com hashtag contra Bolsonaro: “Ele Não”

O presidente estadual do PP em São Paulo, o deputado federal Maurício Neves, reforçou os ataques à escolha da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Primeira deputada trans eleita no Brasil, a parlamentar foi escolhida para o colegiado com 11 votos em substituição à deputada Célia Xakriabá (PSol-MG).

Neves, que está em pré-campanha por sua reeleição pelo partido do senador Ciro Nogueira (PI), diz ter feito um abaixo-assinado em sua rede social contra a eleição de Erika, “se você não aceita essa afronta às famílias”.

“Ele não. Eleger Erika Hilton [como presidente da comissão] é inacreditável, essa é para fechar o caixão. As mulheres têm desafios e uma essência que a Erika Hilton simplesmente não tem e nunca vai ter, ponto final”, disse ele.

A hashtag #elenao foi usada na campanha presidencial de 2018 pela militância feminina e progressista contra o então candidato Jair Bolsonaro (PL).

Na semana passada, a polêmica contra Erika Hilton veio do apresentador Ratinho. “Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Elas não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Ela é boa de prosa”, declarou durante seu programa no SBT.

A frase desencadeou críticas contra o pai do pré-presidenciável Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, associadas a transfobia.

A parlamentar protocolou, nesta quinta-feira (12/3), no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), um pedido de investigação contra Ratinho por uma fala considerada transfóbica. Ela solicita a abertura de inquérito policial e a prisão dele, o qual, se condenado, pode pegar até 6 anos de prisão.

Após o episódio, Ratinho foi homenageado em Foz do Iguaçu e também recebeu apoio do SBT.

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