Prefeitura demite GCM condenado por vender armas na Cracolândia
Operação revelou que esquema criminoso extorquia comerciantes em troca de proteção, comercializava armas e atuava com o PCC na região

A Prefeitura de São Paulo demitiu um guarda civil metropolitano (GCM) condenado por comércio ilegal de armas de fogo e munições na Cracolândia, na região central da capital paulista. A decisão foi publicada no diário oficial do município desta sexta-feira (3/7).
Na segunda-feira (1º/7), o Tribunal de Justiça do estado (TJSP) sentenciou Elias Silvestre da Silva a 11 anos e um mês de prisão pelo crime. Também foram condenados o ex-GCM Rubens Alexandre Bezerra, Edno Sousa da Silva e Odair José Gonçalves Rodrigues. Segundo a sentença, todos foram responsabilizados pelos crimes de organização criminosa e comércio ilegal de armas de fogo.
GCMs atuavam com PCC na Cracolândia
- A condenação é resultado da Operação Salus et Dignitas, deflagrada em agosto de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio das forças de segurança.
- O objetivo era desarticular a organização criminosa que atuava na região da Cracolândia.
- Segundo as investigações, o grupo mantinha um esquema de extorsão, comércio ilegal de armas e outros crimes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Na época, os investigadores apontaram que a organização cobrava dinheiro de comerciantes em troca de proteção contra criminosos e usuários de drogas que circulavam pela região.
- O grupo também é acusado de atuar no fornecimento de armas, receptação de produtos roubados, lavagem de dinheiro e outros negócios ilícitos que abasteciam financeiramente a estrutura criminosa.
A Justiça, no entanto, absolveu Rubens e Odair de parte das acusações por falta de provas. Já Ednaldo de Almeida Passos foi absolvido de todas as acusações, também por insuficiência de provas.

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Ver todasO magistrado também decretou a perda dos cargos públicos dos condenados que exerciam função pública. Segundo a decisão, as penas superiores a quatro anos e a natureza dos crimes praticados são incompatíveis com o exercício da função pública, conforme prevê o Código Penal.
O Metrópoles tentou contato com a defesa de Elias Silvestre da Silva e aguarda retorno.


