Delegado acusado de matar adolescente em rodeio é exonerado do cargo

Vinícius Martinez, delegado da Polícia Civil em Ourinhos (SP), efetuou disparo que matou Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida do delegado Vinícius Martinez - Foto: Arquivo pessoal

O delegado Vinícius Martinez, acusado de efetuar o disparo que matou a adolescente Katrina Bormio Silva Martins, em um rodeio na cidade de Promissão, no interior de São Paulo, foi exonerado do cargo. A demissão, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta segunda-feira (8/6).

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Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, morreu após disparo feito pelo delegado
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Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, morreu após disparo feito pelo delegado
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Martinez atuava na Seccional da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ourinhos (SP). Em conversa com o Metrópoles, a defesa de Martinez, representada pelo advogado Ernesto Nóbile, informou ter recebido com indignação a notícia da exoneração do delegado. Nóbile ainda disse considerar o episódio uma fatalidade e afirmou que a decisão foi tomada após pressão da família da vítima.

“Nós vamos ingressar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo com um mandado de segurança contra a atitude do governador do Estado, porque, com isso, ele vai destruir a polícia do estado de São Paulo. Os bandidos vão tomar conta do nosso estado, porque os delegados de polícia, a partir de hoje, podem jogar seu revólver fora, porque nenhuma autoridade policial vai mais trocar tiro com bandido, nenhum policial mais vai se arriscar a vida, para prender marginais, para dar segurança para a população, depois de um ato desse, do governador de São Paulo”.

A jovem de 16 anos foi baleada em agosto de 2024, enquanto esperava pelo pai do lado de fora do evento. De acordo com o boletim de ocorrência, Martinez efetuou quatro disparos ao intervir contra um homem que tentava entrar no rodeio com bebidas alcoólicas, o que não era permitido. Katrina chegou a ser socorrida ao Hospital Geral de Promissão, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

Em julho de 2025, a Justiça determinou que Vinícius Martinez fosse a júri popular. Ele deve responder por homicídio consumado com dolo eventual, qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo fato de ele ter colocado outras pessoas em risco.

Liberado após pagar fiança

Martinez chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia depois de pagar uma fiança de 20 salários mínimos (R$ 28.240, na época). Com isso, ele ganhou o direito de responder o processo em liberdade.

À época, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a arma utilizada foi apreendida e que a conduta do delegado estava sob apuração. Naquele momento, a Corregedoria da Polícia Civil estudava afastar o agente. A pasta acrescentou ainda que o delegado teria agido na tentativa de prender o homem que desacatava os policiais.


Adolescente morre após delegado disparar arma

  • A adolescente foi morta aos 16 anos, em 4 de agosto do ano passado, atingida por uma bala disparada por Martinez, do lado de fora de uma festa de rodeio.
  • O agente alegou que tentava dispersar uma briga que ocorria no local, mas acabou atingindo Katrina, que esperava pelo pai.
  • Ele foi preso em flagrante, mas foi solto no dia seguinte, após pagar uma fiança de 20 salários mínimos (R$ 28.240 na época).
  • Desde então, o delegado responde ao processo em liberdade.
  • Um processo administrativo foi instaurado pela Polícia Civil para apurar a conduta do agente.
  • No início de outubro de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que ele irá a júri popular. Ainda cabe recurso.

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