Criança de 2 anos morre envenenada com chumbinho coletado pela avó
Segundo a avó da criança, ela começou a suar e tremer antes de “desfalecer”. A avó é coletadora de materiais e achou o chumbinho no trabalho
atualizado
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Uma criança de dois anos morreu nessa quarta-feira (21/1), após ingerir chumbinho na casa em que morava com a avó, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo. A mulher diz que o envenenamento foi acidental.
Segundo o boletim de ocorrência, a ingestão do veneno aconteceu no dia 16 de janeiro. De acordo com o relato da avó, a criança acordou “disposta e alegre” naquele dia, até o momento em que começou a suar e tremer, “começando a desfalecer”.
A mulher, que trabalha como coletora de materiais recicláveis, contou à polícia que suspeitou imediatamente do envenenamento acidental por chumbinho e pediu ajuda para uma vizinha para levar a criança ao hospital, temendo pela morte da bebê.
Na unidade de saúde, a criança passou por procedimentos para retirar o chumbinho e fiquei cinco dias internada, até ter a morte encefálica decretada no dia 21 deste mês.
Chumbinho coletado no trabalho
- A avó da criança contou que trabalha como coletora de materiais recicláveis e que em dia, o qual não se recorda, encontrou um saco de chumbinho e achou que poderia usar o material para afastar roedores que invadem a área do seu terreno em que armazena os materiais recolhidos.
- Posteriormente, a mulher narrou que colocou o veneno em um pedaço de comida e deixou na área referida, fora de casa. O armazém de materiais recicláveis tinha uma porta sem tranca, sendo fechada apenas com uma vassoura e outros objetos. Ela também relatou que a criança não frequentava esse cômodo.
- Além disso, a mulher disse em depoimento que no dia do ocorrido, a porta estava fechada do jeito que tinha feito no dia anterior, “não sabendo explicar que a criança pode ter obtido acesso à area em que o chumbinho estava”, apontou o relatório policial.
- O chumbinho ficava guardado no meio da reciclagem.
A avó contou que cuidava da criança desde o nascimento dela, visto que sua filha — mãe da criança — é diagnosticada com esquizofrenia e é dependente química, incapaz de cuidar da criança.
Ela afirmou ainda que a menina ficava na creche, sendo levada e buscada por ela, quando estava no trabalho.
O caso foi registrado como homicídio pelo 93° Distrito Policial.
