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São Paulo

Câmara de SP: CPI do Metanol implementa intérprete de Libras em sessão

Iniciativa foi da presidente da comissão, vereadora Zoe Martínez (PL), para dar acessibilidade a um assessor com deficiência auditiva

04/11/2025 17:37, atualizado 04/11/2025 18:44
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Divulgação
CPI do Metanol. Foto colorida da intérprete de libras Talita Queiroz (à esquerda), da vereadora Zoe Martínez (ao centro) e do assessor com deficiência auditiva Paulo Vieira - Metrópoles

A CPI do Metanol, realizada nesta terça-feira (4/11), teve pela primeira vez uma sessão acessível, com tradução simultânea em Libras durante toda a reunião na Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa foi da presidente do colegiado, vereadora Zoe Martínez (PL).

Para garantir acessibilidade, a parlamentar destinou no gabinete um cargo exclusivo para a contratação de uma intérprete da Língua Brasileira de Sinais. A profissional, Talita Queiroz, traduziu toda a sessão.

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Isso permitiu a participação plena do assessor com deficiência auditiva Paulo Vieira e de qualquer pessoa que acompanhava a sessão pela transmissão.

“Acessibilidade não pode ser apenas discurso, tem que acontecer na rotina. A Michelle Bolsonaro me apresentou o Paulo e chamei ele para nos ajudar nas pautas do gabinete que envolvem acessibilidade”, afirmou Zoe.

Segundo a vereadora, Paulo é responsável no gabinete pelas pautas de inclusão. Ele acompanha e orienta todas as ações relacionadas à acessibilidade.

CPI do Metanol

Após requerimento apresentado por Zoe Matínez, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, no início de outubro, a criação de uma CPI para investigar a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A primeira reunião ocorreu na última terça-feira (28/10).

O novo colegiado tem sete membros, sob relatoria da vereadora Sandra Santana (MDB) e vice-presidência de Ely Teruel (MDB). Também integram o colegiado Adrilles Jorge (União), Celso Giannazi (PSol), Hélio Rodrigues (PT) e Sargento Nantes (PP).


Intoxicações em SP

  • O número de casos confirmados de intoxicação por metanol em São Paulo está atualmente em 47, segundo o balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde na última segunda-feira (2/11).
  • O município de Campinas, no interior paulista, registrou o primeiro diagnóstico nesta semana.
  • Do total, há nove óbitos: quatro homens moradores da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens (de 23 e 25 anos) e uma mulher de 27 anos de Osasco; e um homem de 37 anos, de Jundiaí.
  • Segundo regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o limite permitido de metanol em destilados, em geral, é de 20 miligramas a cada 100 mililitros. Isso equivale, aproximadamente, a algumas gotas.
  • Se consumido em grande quantidade, o composto químico pode causar cegueira e até ser letal.