Cotado ao Senado, Mello tem visita a Bolsonaro suspensa: “Absurdo”
Decisão de Moraes sobre domiciliar também suspendeu outras visitas marcadas. Encontro era esperado para definição de candidatura de Mello
atualizado
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O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), reclamou do fato de sua visita marcada com Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, ter sido suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
O encontro entre Mello e o ex-presidente, que estava marcado para 18 de abril, era tratado como decisivo por aliados para a definição da candidatura de Mello ao Senado por São Paulo.
“Está proibido, inacreditável, se compra passagem e muda-se tudo. Nunca vi um regime domiciliar diferenciado. Não existe na lei. Um homicida ou traficante preso por algum motivo em regime domiciliar, você acha que existe esse controle?”, disse o vice-prefeito ao Metrópoles.
A decisão de Moraes de conceder a prisão domiciliar a Bolsonaro, por 90 dias, também suspendeu, pelo mesmo período, todas as visitas que haviam sido autorizadas previamente.
Segundo o magistrado, a medida se faz necessária para “resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado”. A transferência para a prisão domiciliar foi justificada pelo estado atual de saúde do ex-chefe do Palácio do Planalto.
Mello é tido como um dos favoritos para ser o indicado por Bolsonaro como candidato ao Senado na chapa que está sendo montada em torno da candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Um dos nomes do grupo para o Senado é o deputado federal Guilherme Derrite (PP). O outro candidato, no entanto, ainda está em aberto.
Nos bastidores, porém, aliados vinham afirmando que a conversa entre Mello e Bolsonaro seria decisiva para confirmar a candidatura do vice-prefeito, amigo pessoal e homem de confiança do ex-presidente, responsável por sua indicação como vice na chapa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2024.
“Está proibido por 90 dias. Ou seja, depois que tudo estiver fechado na política. Um absurdo”, protestou o vice-prefeito.
