Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Corrupção em Rio Claro: MPSP faz operação em gabinete de vereador

O MPSP investiga o vereador Dalberto Christofoletti e empresários do setor artístico. A Justiça autorizou quebra de sigilo bancário e fiscal

06/02/2025 20:43, atualizado 07/02/2025 10:12
Câmara Municipal de Rio Claro/Divulgação
Câmara Municipal de Rio Claro, alvo de operação em gabinete de vereador - Metrópoles

São Paulo — Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (6/2), operação que cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador Dalberto Christofoletti (PSD), na Câmara Municipal de Rio Claro, e nas residências de empresários do setor artístico, no interior de São Paulo.

A iniciativa faz parte da investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos na área cultural do município. O atual vereador foi Secretário de Cultura de 2021 a 2024. Segundo o MPSP, as apurações já revelaram indícios dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.

“Empresas foram criadas e contratadas sem licitação, recebendo valores da prefeitura sob a justificativa de fomentar a cultura municipal. No entanto, parte dos recursos retornou para a conta pessoal do vereador, evidenciando possível irregularidade”, destacou a instituição, em comunicado.


Corrupção no setor cultural em Rio Claro

  • Conforme o MPSP, no total, a Prefeitura de Rio Claro efetuou pagamentos no montante de R$ 814.900 às empresas investigadas entre 2022 e 2024.
  • A Justiça deferiu o sequestro de bens dos envolvidos com o objetivo de garantir o ressarcimento ao erário em caso de condenações futuras.
  • Nesta quinta-feira (6/2), mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos foram cumpridos, incluindo a residência dos investigados e o gabinete do vereador.
  • Celulares, documentos e uma arma de fogo foram apreendidos.
  • A Justiça deferiu também a quebra de sigilos bancário e fiscal de todos os envolvidos. Os dados serão recebidos e analisados.
  • Intitulada Apropriação Cultural, a operação envolveu três promotores de Justiça, um analista jurídico e 20 policiais militares do 10º Batalhão de Ações Especiais (BAEP) de Piracicaba.

De acordo com documentos obtidos pelo Metrópoles, os donos das empresas investigadas são Antônio Aparecido Bispo Santos e Edna Maria Terto Brito Santos. Durante a apreensão, eles não foram encontrados em casa.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP
Corrupção em Rio Claro: MPSP faz operação em gabinete de vereador - destaque galeria
5 imagens
Dalberto Christofoletti e Antônio Aparecido Bispo Santos, acusados de corrupção
Empresários Antônio e Edna. A operação realizou busca e apreensão na casa do casal em Rio Claro
Empresário em campanha do vereador Dalberto Christofoletti
Operação em Rio Claro
Dalberto Christofoletti foi eleito vereador em 2024. Anteriormente, foi Secretário de Cultura
1 de 5

Dalberto Christofoletti foi eleito vereador em 2024. Anteriormente, foi Secretário de Cultura

@profdalberto/Instagram/Reprodução
Dalberto Christofoletti e Antônio Aparecido Bispo Santos, acusados de corrupção
2 de 5

Dalberto Christofoletti e Antônio Aparecido Bispo Santos, acusados de corrupção

Reprodução
Empresários Antônio e Edna. A operação realizou busca e apreensão na casa do casal em Rio Claro
3 de 5

Empresários Antônio e Edna. A operação realizou busca e apreensão na casa do casal em Rio Claro

Reprodução
Empresário em campanha do vereador Dalberto Christofoletti
4 de 5

Empresário em campanha do vereador Dalberto Christofoletti

Reprodução
Operação em Rio Claro
5 de 5

Operação em Rio Claro

Gaeco/Reprodução

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura de Rio Claro garantiu que está à disposição para colaborar com as investigações. “Com relação à operação realizada na Câmara Municipal, no gabinete de um vereador, a prefeitura de Rio Claro ressalta que pauta suas ações pela legalidade, moralidade e transparência no trato com a coisa pública, e não compactua com nenhuma conduta que fuja desses princípios”.