Confusão entre vereadores suspende votação da cassação de prefeito. Vídeo
Confusão começou após uma mulher em apoio ao prefeito Adeildo Nogueira (PL), invadir a tribuna e pedir a prisão do presidente da Câmara
atualizado
Compartilhar notícia

Com atrasos e confusão, a sessão da Câmara Municipal de Campo Limpo Paulista, realizada nesta terça-feira (11/2), na região metropolitana de São Paulo, para discutir o processo de cassação do prefeito Adeildo Nogueira (PL), foi suspensa e será remarcada nos próximos dias.
A sessão começou com quase uma hora de atraso e se estendeu por cerca de 9 horas. O plenário ficou lotado, com a presença de moradores, servidores comissionados e contratados da prefeitura. Por volta das 18h30, o acesso ao prédio foi interrompido, sob a justificativa de que o espaço havia atingido a capacidade máxima.
A situação provocou aglomeração e protestos na entrada da Câmara. Após reclamações de cidadãos que aguardavam para acompanhar a sessão, mais pessoas foram autorizadas a entrar no plenário. No interior, o clima permaneceu tenso, com apoiadores do prefeito manifestando-se de forma barulhenta.
A confusão se intensificou com a chegada do prefeito Adeildo Nogueira, recebido com aplausos e gritos de seus apoiadores. O presidente da Câmara, vereador Tonico (União Brasil), chegou a advertir que suspenderia os trabalhos caso a ordem não fosse restabelecida.
Pedido de prisão interrompe sessão
- Por volta das 21h, uma mulher ligada ao grupo de apoio do prefeito invadiu a tribuna e pediu a prisão do presidente da Câmara, vereador Tonico.
- A ação levou à interrupção imediata da sessão e os vereadores deixaram o plenário.
- Tonico se recolheu ao seu gabinete para se proteger.
- Relatos indicam que a Guarda Municipal tentou forçar a entrada no gabinete do presidente, mas não conseguiu.
- A confusão se intensificou quando uma advogada entrou no plenário e anunciou voz de prisão contra Tonico, alegando suposto abuso de autoridade.
- A medida da advogada foi motivada pela ordem de Tonico para que a Guarda Municipal retirasse o vereador Preza do local.
Adeildo Nogueira, prefeito de Campo Limpo Paulista, responde a acusações que motivaram a abertura do processo, entre elas, o suposto gasto de R$ 7 milhões no Hospital das Clínicas sem autorização prévia e empenho adequado, fornecimento de alimentação a servidores sem controle sanitário apropriado e o descumprimento sistemático de pedidos de informação feitos pela Câmara, especialmente na área da saúde. Também pesa contra ele a alegação de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em nota, a Câmara Municipal de Campo Limpo Paulista afirmou que Tonico não possui processos criminais ou inquéritos policiais em seu nome, nem cometeu qualquer crime durante o expediente. Segundo o comunicado, medidas judiciais cabíveis serão adotadas, e já existem sete decisões reconhecendo a regularidade do procedimento da Câmara.
O Metrópoles também tentou contato com a Prefeitura de Campo Limpo Paulista, mas até a publicação deste matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.
