Ciro Gomes diz que decidirá sobre candidatura à Presidência até maio
Ciro participou de evento do PSDB em SP neste sábado (25/4) e comentou sobre possibilidade de disputar o Planalto, após convite do partido
atualizado
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O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou neste sábado (25/4) que decidirá se vai se candidatar à Presidência da República ou ao governo cearense até a primeira quinzena de maio. O ex-ministro participou de um encontro com pré-candidatos a deputado estadual e federal do PSDB em São Paulo.
“Na última eleição eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que negou a mim o próprio direito de participar. É uma coisa constrangedora e eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista, de lado a lado, nem para dar os parabéns, nem os pêsames. Porém, voltando para casa, eu encontro o estado do Ceará em situação de entrega absoluta às facções criminosas, com o crime organizado irradiando-se para a própria estrutura política”, disse Ciro.
O evento, realizado no Clube Juventus, na zona leste da capital paulista, foi a primeira agenda pública de Ciro Gomes após o convite que recebeu do presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves, para se candidatar ao Palácio do Planalto pela legenda.
Além de Ciro Gomes, estavam presentes lideranças tucanas no estado, como o presidente estadual do PSDB paulista Paulo Serra, pré-candidato ao Governo de São Paulo; a deputada estadual Ana Carolina Serra e o ex-senador José Aníbal.
Eleição de 2022 foi “humilhação profunda”
Em seu discurso, Ciro afirmou que a eleição de 2022 foi um “humilhação profunda”, por ter perdido até mesmo no Ceará.
“Todas as outras eleições de presidente eu perdi no Brasil e voltava para casa. Quem me conhece, votou (em mim). Se você não me conhece, leva aí um mau presidente. Pelo menos intimamente eu dizia. Desta vez, eu não só perdi no Ceará, mas tive um terceiro vexaminoso lugar na minha cidade”, disse.
O ex-governador disse, ainda, que o Brasil está vivendo o “pior momento histórico, sob o ponto de vista estrutural, da nossa vida republicana”.
“Obrigação”
Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves afirmou que o convite que fez para o ex-ministro Ciro Gomes ser candidato ao Palácio do Planalto pelo partido é para valer e que o PSDB “tem obrigação” de apresentar uma alternativa ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nesse cenário, Ciro seria “a melhor alternativa” que a sigla tem hoje.
“Acho que o PSDB tem uma obrigação para com o país de colocar uma alternativa nesse quadro tão pobre que está aí. E a pergunta que eu faço todos os dias: será que você se sente representado pelo que representa o lulopetismo ou o bolsonarismo? Acho que o Brasil é muito maior do que isso. E o Ciro, pela experiência que tem, pela qualidade intelectual, pela coragem de defender aquilo que acredita ser o melhor para o país, a meu ver, é a melhor alternativa que nós temos hoje”, disse.
Aécio lembrou que Ciro tem um projeto para concorrer ao governo do Ceará, mas ponderou que, na política, em determinados momentos, “não somos mais donos do nosso destino e talvez até tampouco das nossas decisões”.
O presidente do PSDB contou que, antes de fazer o convite a Ciro, conversou com o ex-ministro nos bastidores. Na conversa, segundo Aécio, os dois se animaram. “Nos animanos, nos contagiamos“, relatou o dirigente.
Aécio disse que não deu um prazo para Ciro responder, mas se mostrou otimista de que ele aceitará o convite. Segundo o tucano, os olhos do ex-ministro “brilham” quando ambos conversam sobre um projeto para o país.
