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São Paulo

Chuvas em SP: moradores ilhados e 2 desaparecidos arrastados por enxurrada.

Defesa Civil procura por 2 desaparecidos em Jandira, na região metropolitana. Líderes comunitários reclamam de falta de apoio do governo

12/09/2026 12:52, atualizado 12/09/2026 13:48
Reprodução / Redes sociais
Chuvas em SP: moradores ilhados e 2 desaparecidos arrastados por enxurrada

Moradores da zona leste da capital paulista e de cidades da Grande São Paulo amanheceram ilhados, neste sábado (12/9), após chuvas fortes atingirem a região. Bairros inteiros estão alagados e o rio Tietê transbordou. Em Jandira, três pessoas foram arrastadas por uma enxurrada e duas ainda estão desaparecidas.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Municipal participam da busca pelos desaparecidos. A terceira vítima da enxurrada, que aconteceu na Avenida Antônio Bardella, no bairro Vila Márcia, foi encontrada com vida.

Na capital paulista, os bairros de União de Vila Nova e Jardim Pantanal, na zona leste, estão com as ruas tomadas pela água. Veja:

Imagens recebidas pelo Metrópoles mostram carros cobertos d’água, casas inundadas e pessoas andando em meio aos alagamentos.

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Líder comunitário e membro do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Emerson Maquiné, de 28 anos, diz que seus familiares estão ilhados no bairro União de Vila Nova.

Ele está abrigado na casa de uma amiga, com quem saiu ontem à noite, e diz que não consegue voltar para a própria rua. “A gente não consegue nem entrar, nem sair do bairro. Quero voltar para casa e não consigo”, afirma.

O líder comunitário conta que a água já entrou na casa de alguns amigos e está “a um degrau” de avançar para dentro da residência de sua família. “Não está tendo vazão da água, porque a barragem está fechada”, afirma ele, se referindo à barragem da Penha.

Há anos, moradores afirmam que a barragem tem relação direta com a demora para o escoamento da água na região, mas o governo estadual nega. Emerson diz que funcionários da Defesa Civil Estadual ou da Prefeitura não tinham chegado no bairro até o início desta tarde.

Em entrevista a jornalistas nesta manhã, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que as usinas estão operando “na máxima capacidade de bombeamento” e que a vazão da barragem da Penha será administrada nas próximas horas.

“A gente está operando com a máxima capacidade aqui na [Usina da] Traição, no Pedreira, para diminuir o Pinheiros na sua calha. A mesma coisa com o Tietê: a gente está operando as nossas barragens em Pirapora, Rasgão, também com a máxima capacidade para baixar o Tietê. […] No que diz respeito a operação dos rios, [estamos com] máxima atenção, bombeamento na capacidade máxima para conseguir baixar a calha e ir administrando a vazão na barragem da Penha ao longo das próximas horas”, disse.

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Também na capital, três casas desabaram nos bairros de Sapopemba, na zona leste, e Jabaquara, na zona sul. Em Sapopemba, 24 pessoas ficaram desalojadas. No Jabaquara, onde duas moradias desabaram às margens de um córrego e outras oito foram interditadas por risco de desmoronamento, 14 moradores ficaram desalojados. A Defesa Civil Estadual afirmou que presta assistência nos dois locais e que as famílias atingidas foram abrigadas na casa de parentes.

Em Cotia, na Grande São Paulo, ruas ficaram inundadas. A líder comunitária Adriana Rodrigues, 56, diz que um deslizamento atingiu uma casa na Rua Jambeiro, mas que órgãos como Defesa Civil e Corpo de Bombeiros não acessaram os bairros do Morro dos Macacos e no Ressaca. “Nós que estamos pegando doações já e ajudando”, diz.

Em Embu Guaçu, foram registrados pontos de alagamento, com residências invadidas pela água.

Estradas

As chuvas também provocaram interdições nas estradas. No km 63 da SP 066, em Mogi das Cruzes, houve queda de barreira, e o tráfego segue em sistema pare e siga. No km 104 da SP 165, em Eldorado, há registro de queda de barreira e tráfego de veículos acontece em sistema especial, segundo o governo estadual.

Houve ainda interdição temporária da Serra Antiga da Tamoios. Segundo o governo, a interdição ocorreu às 2h após o volume de chuva acumulado ultrapassar os limites de segurança, “causando o risco de queda de barreiras no trecho”. O trânsito está fluindo com Operação Comboio pela Serra Nova.

No interior, em Pariquera-Açu, uma rajada de vento provocou a queda de tendas no Centro de Eventos Imigrantes, mas não houve registro de vítimas.

Segundo a Defesa Civil, na cidade de Piraju, no Vale do Paranapanema, os ventos chegaram a 92,6 km/h nesta madrugada.

O Metrópoles acionou a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual e aguarda nota. A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Cotia