“Chocô”: principal fornecedor de drogas para a Paraíba é preso em SP
Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, foi detido durante a Operação Argos, que buscou desmantelar o tráfico interestadual de drogas
atualizado
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Autoridades da Paraíba e de São Paulo prenderam, na manhã desta quinta-feira (26/2), um homem apontado como o maior fornecedor de drogas para o estado paraibano. Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, foi capturado em um condomínio de luxo em Hortolândia, no interior paulista, durante a Operação Argos.
Segundo a investigação, o criminoso nasceu em Cajazeiras, na Paraíba, e mudou-se para São Paulo na juventude. No estado, ele subiu no mundo do crime dentro do sistema prisional, onde teria estabelecido conexões diretas com lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e obtido o apoio necessário para comandar a distribuição de maconha e cocaína para o Nordeste.
A investigação ressalta ainda que Jamilton Franco obteve rápida ascensão financeira e exibia uma vida de ostentação, com viagens, veículos de alto padrão e uma rede de imóveis luxuosos.
O nome de Chocô entrou na mira da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Paraíba em 2023, após apreensões recordes de carregamentos de drogas avaliados em ao menos R$ 100 milhões. O cruzamento de dados revelou que todas as cargas pertenciam a Jamilton Alves Franco.
Operação Argos
- A Operação Argos foi deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba com apoio do Ministério Público paraibano e da Polícia Civil de São Paulo.
- O objetivo é desarticular uma organização criminosa que atua no tráfico interestadual de drogas.
- O líder da facção, Jamilton Alves Franco, é apontado como o maior fornecedor de entorpecentes para o Estado da Paraíba e regiões estratégicas do Sertão de Pernambuco e Ceará.
- As autoridades cumpriram mandados judiciais em 13 municípios de São Paulo, Paraíba, Bahia e Mato Grosso.
- Ao todo, são 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão.
- Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 105 milhões em contas bancárias de 199 alvos e o sequestro de bens, incluindo 15 imóveis de luxo e 40 veículos avaliados em mais de R$ 10 milhões.
- Com a operação, as autoridades esperam asfixiar as finanças da organização.
Os investigadores analisaram celulares apreendidos e a quebra de sigilos bancários para revelar a estrutura criminosa. A organização atuava com estrutura de núcleos: em São Paulo, funcionava o “cérebro” da facção, responsável pelo controle estratégico, financeiro e logístico; já na Paraíba operava o “corpo”, responsável pelo varejo da droga, a distribuição territorial e arrecadação.
A organização criminosa usava transportadoras legalizadas para camuflar a distribuição das drogas e possuía um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, incluindo em contratos públicos. Estima-se que o grupo criminoso tenha movimentado R$ 500 milhões desde 2023.
O nome da operação faz referência ao gigante mitológico Argos Panoptes, o guardião de cem olhos que nunca dormia totalmente.






