Chefe de empresa de TI faz exoneração em massa e se demite em 40 dias

Nomeado diretor da Prodam, empresa de tecnologia da Prefeitura de SP, Alexandre Modonezi afirma que exonerações foram por decisão do governo

atualizado

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Divulgação/Prodam
Alexandre Modonezi, ex-secretário de Subprefeituras e ex-diretor-presidente da Prodam-SP
1 de 1 Alexandre Modonezi, ex-secretário de Subprefeituras e ex-diretor-presidente da Prodam-SP - Foto: Divulgação/Prodam

São Paulo — Um dos nomes remanescentes da gestão anterior do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o ex-secretário municipal das Subprefeituras Alexandre Modonezi (foto em destaque) renunciou ao cargo de diretor-presidente da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam) menos de 40 dias após assumi-lo, no dia 2 de janeiro.

Modonezi alegou questões pessoais ao comunicar sua renúncia, na última sexta-feira (7/2). Criada em 1971, a Prodam é a parceira tecnológica da Prefeitura de São Paulo e oferece seus serviços a diferentes secretarias e órgãos da gestão municipal.

Ainda na primeira semana da gestão Modonezi, 40 assessores comissionados do órgão foram exonerados. Os servidores, em geral, são de indicação de vereadores. Junto com uma equipe de 13 assessores que trouxe para trabalhar ao seu lado, Modonezi fez uma “varredura” em documentos e processos internos da Prodam antes de pedir renúncia.

O agora ex-presidente da empresa também teria trocado a fechadura de sua sala, no 7º andar do prédio que fica rua Libero Badaró, na região central. Ao Metrópoles, Modonezi afirmou que as decisões sobre as exonerações foram tomadas pelo governo e que não falaria sobre elas estando fora da gestão.

Nessa quarta (12/2), a Prefeitura paulistana informou que Francisco Forbes foi indicado como o novo diretor-presidente da Prodam. “Ele assume o posto após análise do conselho gestor com o pedido de demissão de Alexandre Modonezi por questões pessoais”, informou a gestão municipal.

Forbes era CEO da Whoosh no Brasil, uma das empresas de patinetes elétricos credenciadas no Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV) para prestar o serviço na operação piloto anunciada pela prefeitura no dia 13 de dezembro do ano passado. A Whoosh tem um total de 1.000 patinetes e 88 estações de compartilhamento aprovadas pelo município para operar subprefeitura de Pinheiros.

Exonerações e “sumiço”

Depois das exonerações, o Metrópoles apurou que, a partir de 9 de janeiro, ex-secretário ficou “sumido” da empresa, deixando de responder e-mails e de cumprir expediente, sem comunicar nada aos subordinados. A ausência do chefe gerou um “vácuo” de liderança e o temor entre funcionários de que alguns processos do dia a dia , incluindo aprovação e liberação de pagamentos, ficassem travados.

O secretário de Governo da prefeitura, Edson Aparecido, negou que a ausência de Modonezi tenha atrapalhado o funcionamento do órgão. “Não travou processo interno nenhum, todos os processos lá já tinham sido trocados pelo antigo presidente. E os diretores da empresa estavam tocando. Não teve problema nenhum. Janeiro é um mês de transição em todas as secretarias e empresas”, afirmou.

Já Alexandre Modonezi, por meio de sua assessoria, afirmou que ele e seus assessores, “um grupo formado por advogados, administradores e gente ligada à tecnologia”, apenas “tomaram conhecimento dos processos”. “Absolutamente condizente com o compromisso com a cidade. Até para dar andamento, é preciso saber, conhecer, estudar”, afirmou.

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