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São Paulo

CGU proíbe contratos públicos com Multilaser, empresa de secretário da Educação de SP

CGU proíbe Multilaser temporariamente de fazer contratos com o poder público por atraso na entrega de materiais para universidade do Paraná

Bruno Ribeiro14/08/2023 10:09, atualizado 31/08/2023 17:19
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Governo do Estado de São Paulo
Imagem colorida mostra o secretário estadual da Educação, Renato Feder, homem branco, de cabelo castanho claro e terno cinza. Ele está sorrindo enquanto fala em um microfone, em um púlpito, com um banner com logotipos do governo de SP ao fundo - Metrópoles

São Paulo – A Controladoria Geral da União (CGU) proibiu a Multilaser – empresa da qual o secretário estadual da Educação, Renato Feder, é sócio – de firmar contratos com o poder público por causa de atrasos na entrega de monitores para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A inclusão é temporária e vence nesta terça-feira (15/8).

A Multilaser foi incluída no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas (Ceis) no último dia 1º, com sanção prevista para durar 15 dias. A empresa afirma que os monitores comprados pela UFPR foram entregues em 12 de junho e que está recorrendo administrativamente contra a punição.

“O Grupo Multi destaca que a sanção não partiu da CGU, mas de um servidor da UFPR. Vemos essa decisão como equivocada, pois os produtos foram entregues”, diz a nota.

Em São Paulo, a empresa também atrasou a entrega de lotes de notebooks comprados no período de transição para o atual governo, quando Feder já havia sido indicado para a Secretaria da Educação. A secretaria, no entanto, ainda não multou a empresa.

“Em relação à entrega dos equipamentos para a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é essencial ressaltar que todos os fornecedores da licitação devem finalizar as entregas até 31 de agosto”, afirma a Multilaser. “O Grupo Multi está comprometido em cumprir esse prazo conforme tratado. Assim sendo, uma vez que todos os prazos estão sendo respeitados conforme o combinado.”

Feder é, indiretamente, um dos donos da empresa. O secretário tem uma empresa offshore em Delaware, paraíso fiscal dos Estados Unidos, e essa empresa detém 28% das ações da empresa. A propriedade das ações foi revelada pelo Metrópoles em janeiro depois de ele dizer que não tinha mais relações com a empresa.

Diante de uma série de suspeitas de conflito de interesses diante do caso, o secretário disse que iria criar um Comitê de Governança na secretaria para garantir integridade das compras da pasta. Este conselho, até agora, não foi instaurado. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a empresa continua firmando contratos com governo paulista após Feder tomar posse.

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