Caso Marco Furlan: menino prestará depoimento com escuta especializada
Ator Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável após ser acusado de abusar de criança de 5 anos em um aniversário

A criança de cinco anos, que teria sido estuprada pelo ator Marco Furlan, vai depor à Polícia Civil nos próximos dias após pedido pedido do promotor que analisa o caso. A informação foi confirmada pela advogada da família da vítima nesta quarta-feira (12/8).
Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável.
Segundo a advogada da família, Maria Fernanda Mituo, a criança vai ser ouvida por uma escuta especializada. O menino é neurodivergente. Ainda não há uma data estipulada para a oitiva.

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Ver todasAinda de acordo com Mituo, o relatório final da investigação reuniu relatos da mãe da vítima, testemunhas e policiais envolvidos na ocorrência. Os depoimentos, segundo a advogada, convergiram com a denúncia da dinâmica do crime e com as circunstâncias anteriores e posteriores ao fato.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPRelembre o caso
- O caso aconteceu no dia 2 de agosto, em chácara situada no bairro Goiabal, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, durante festa de aniversário.
- Segundo o boletim de ocorrência, o menino de 5 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), dormia em um dos quartos da residência.
- Ainda segundo o BO, a mãe da criança ouviu gritos vindos do quarto. Uma amiga da família, que também escutou o menino dizer “Para… está doendo”, correu até o cômodo juntamente com a mãe do garotinho.
- Inicialmente, Furlan disse que teria confundido o menino com a namorada. Depois, negou qualquer abuso e, já na delegacia, acompanhado por advogados, disse não se lembrar do que havia acontecido.
- No dia 3/8, Marco Furlan passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça.
- O caso segue sob investigação da Polícia Civil e tramita sob sigilo por envolver uma criança.
Laudo do IML
O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida, que assina o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que analisou a vítima, afirma que “não há elementos” de práticas de ato libidinoso no exame do menino, que investigou “lesões de interesse médico legal” na região anal da criança.
O documento ainda diz que aguarda resultado de exames complementares, como “pesquisa de espermatozoides”. O exame foi feito em 4 de agosto, dois dias depois do suposto ocorrido, em 2 de agosto.
Maria Fernanda Mituo, advogada da criança, disse à reportagem que, apesar do exame, “as provas da materialidade são incontestáveis”.
Em nota, a Polícia Civil disse que encaminhou o inquérito policial ao Ministério Público (MPSP).



