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São Paulo

Caso Larissa: PM é preso no velório da esposa encontrada morta em casa

Vinícius Costa Silva foi preso na tarde desta segunda-feira (7/9), suspeito pela morte da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos, em SP

07/09/2026 16:13, atualizado 07/09/2026 16:47
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"Não se matou", diz avó de mulher achada morta com arma de marido PM - Metrópoles

O policial militar (PM) Vinícius Costa Silva foi preso na tarde desta segunda-feira (7/9), suspeito pela morte da esposa,  Larissa Cruz Morata, de 29 anos,  encontrada morta com um tiro na cabeça nesse domingo (6/9) com a arma do PM sob o corpo e um ferimento provocado por disparo na cabeça, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça e é considerado suspeito de feminicído.

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Segundo apurou o Metrópoles, o policial militar foi preso pela Corregedoria da PM, levado para a delegacia da cidade e, posteriormente, encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

A Polícia Civil, responsável pelo pedido de prisão do PM, havia solicitado exames residuográficos nas mãos do PM e da jovem para nvestigar a causa da morte dela. O objetivo do exame é confrontar os resultados com os demais elementos técnicos colhidos na investigação. A arma de fogo, o carregador, as munições, e o estojo deflagrado foram apreendidos e  encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para realização dos exames periciais e balísticos.

A polícia colheu as declarações das pessoas relacionadas aos fatos e requisitada perícia técnico-científica para o local. O corpo de Larissa foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e deve passar por exame necroscópico para determinação da causa da morte e análise das características da lesão produzida pelo projétil, inclusive quanto ao trajeto e demais elementos de interesse pericial.

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O trabalho de apuração seguirá com análise da perícia local, exame necroscópico, exames residuográficos, exames balísticos e demais elementos de polícia judiciária produzidos, “especialmente aqueles aptos a esclarecer a posição relativa da vítima e da arma, trajetória e características do disparo e eventual compatibilidade da dinâmica encontrada com disparo autoinfligido ou intervenção de terceira pessoa”, diz o boletim.

Avó nega hipótese de suicídio

A avó da mulher encontrada morta com um tiro na cabeça e a arma do marido, soldado da Polícia Militar (PM), sob o próprio corpo, nega que a neta, a quem criou como filha, tenha tirado a própria vida. Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi achada na casa do casal em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, na manhã de domingo (6/9).

Maria Aparecida Morata, avó de Larrisa, falou com a imprensa e negou a tese inicial de suicídio. Segundo a mulher, o soldado, identificado como Vinícius Costa Silva, é autor do homicídio. Veja o vídeo:

“Ela tinha planos de vida. Ela ia perder o filho que ela ama demais, demais. Ela era doente pelo filho dela. Ela ia colocar silicone agora no final desse mês, ela tinha uma consulta marcada no posto de saúde. Ela comeu um pastel comigo quinta-feira, a gente entrou pra visitar uma loja. Ela não tava brigando e não tava com problema nenhum. E ela não estava em fase de separação como estão dizendo aí, porque ela me contava tudo o que acontece com ela”, declarou.

A avó é enfática e diz que a neta “não se matou” e que “ela jamais faria isso”. “Ele matou ela. Ele matou porque mexia muito com o psicológico dela. Ele andava com aquela arma na cintura dele encarando os outros. Eu já sai com ele, eu sei. Ele encarava os outros. Ele mistura não sei o que aí e fica doido”, disse Maria Aparecida.

O Metrópoles questionou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. A matéria será atualizada quando houver manifestação da pasta.

Caso foi registrado inicialmente como morte suspeita

Em um primeiro momento, o caso foi registrado como morte suspeita, “com dúvida razoável quanto a tratar-se de suicídio”, diz o boletim de ocorrência. Segundo o registro policial, Larissa foi encontrada por volta das 11h de domingo na casa em que morava com o companheiro, o bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes.

Ela foi encontrada no banheiro da suíte da residência com ferimento de bala na cabeça e sem sinais vitais. A arma, em nome de Vinicius, estava sob o corpo da mulher. Também foram encontrados no local coldre, carregador, munições e estojo de munição deflagrado.

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Ainda segundo o boletim, nas horas imediatamente anteriores ao fato, Larissa e Vinicius haviam conversado sobre encerrar o relacionamento. Na casa, também estava uma irmã do soldado, que cuidava do filho menor do casal.

“Diante das circunstâncias constatadas, embora inicialmente aventada a hipótese de disparo autoinfligido, não foi possível estabelecer de plano e com segurança a dinâmica do evento, impondo-se o aprofundamento técnico-pericial para esclarecimento da autoria e das circunstâncias do disparo. A ocorrência foi, portanto, registrada sem autoria definida, como morte suspeita, permanecendo sob apuração a hipótese de suicídio ou eventual intervenção de terceira pessoa”, disse a polícia.