Caso Bruna: USP homenageia estudante assassinada com diploma póstumo
Estudante foi vítima de feminicídio em abril de 2025 enquanto voltava pra casa. Homenagem foi feita durante evento da USP
atualizado
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Durante um evento sobre feminicídio e violência contra mulher realizado na última terça-feira (9/9), a Universidade de São Paulo (USP) homenageou a estudante Bruna Oliveira da Silva com um diploma póstumo. Ela foi assassinada enquanto voltava para casa na saída do Terminal Itaquera, zona leste da capital, em abril.
A homenagem fez parte da programação do 1º Seminário sobre Feminicídio e Violência contra as Mulheres no campus da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH).
Bruna se formou em 2018 no curso de graduação de lazer e turismo na EACH e estava cursando mestrado no Programa de Mudança Social e Participação Política. O diploma simbólico foi entregue aos pais da estudante, Simone da Silva e Florisvaldo Araújo de Oliveira, que celebraram a trajetória da filha.
“Ela foi tirada de nós justamente pelo que defendia: a segurança, as mulheres, a luta contra a desigualdade social. Sou muito grata a essa instituição e sei que o legado dela não vai terminar”, declarou a mãe durante a cerimônia.
Relembre o caso
Bruna de Oliveira da Silva, de 28 anos, desapareceu no dia 13 de abril deste ano no trajeto entre o Terminal Itaquera e a casa onde morava com os pais, na zona leste de São Paulo. Ela retornava da casa do namorado, no Butantã, zona oeste da capital.
A jovem foi abordada por Esteliano José Madureira “Mineiro” no caminho. Seu corpo foi encontrado quatro dias depois, em 17 de abril, nos fundos de um estacionamento na região da Vila Carmosina, também na zona leste.
Segundo as investigações policiais, a provável causa da morte da estudante foi asfixia por estrangulamento. Dias depois da identificação do assassino, ele foi encontrado morto com sinais de tortura na Avenida Morumbi, na zona oeste de São Paulo.












