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São Paulo

Caso Berenice: patroa e dois homens viram réus por matarem funcionária

Eliane, Ney e Irimar atuaram em conjunto matando e ocultando o cadáver de Berenice, e responderão por homicídio com duas qualificadoras

05/08/2026 17:34
Berenice Ramos de Aguiar Faria
Berenice está desaparecida, desde 30 de junho, após receber carona da patroa que havia a dispensado do trabalho como cozinheira em uma pousada em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

Eliane Alves, Magno dos Santos Neri Barbosa (Ney) e Irimar Castilho, patroa, o sobrinho e o namorado da empresária se tornaram réus pela morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, que trabalhava em uma pousada em Ubatuba, litoral paulista. Dois dos acusados também responderão por ocultação de cadáver e fraude processual. O Ministério Público de São Paulo decretou prisão preventiva a todos.

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Berenice Ramos de Aguiar Faria
Berenice Ramos de Aguiar Faria
Patroa teria matado cozinheira para não pagar rescisão, diz polícia
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Patroa teria matado cozinheira para não pagar rescisão, diz polícia

Reprodução/Redes Sociais
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Berenice Ramos de Aguiar Faria

Segundo a promotora do caso, Heloíse Maia da Costa, Eliane Alves, patroa da vítima, decidiu matá-la por desavenças relacionadas ao pagamento de verbas trabalhistas e acertos financeiros decorrentes da relação de emprego. Em 30 de junho, após uma briga, Berenice foi levada pela chefe supostamente a um hospital. No entanto, enquanto passavam pela Rodovia Rio-Santos, Eliane atirou na cozinheira, que estava sentada no banco do passageiro.

Segundo o MPSP, a autora do crime e um dos indiciados (não revelado pela pasta) jogaram o corpo de Berenice em um penhasco, em uma área de mata de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

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As investigações também apontam que, após o assassinato, os três criminosos pesquisaram na internet sobre limpeza e desmanche de veículo, além de terem apagado dados de aparelhos celulares e retirado o disco rígido do sistema de monitoramento da pousada.

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O Ministério Público pede que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri e solicita a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais e materiais em favor dos herdeiros da vítima.


Relembre o caso

  • Berenice Ramos sumiu após pegar carona com a patroa, Eliane Alves, que a dispensou do restaurante onde trabalhava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.
  • A cozinheira teve contato com um dos filhos no dia 29 de junho, um dia antes do desaparecimento, contando ter sido dispensada do trabalho devido à baixa temporada.
  • Na conversa, contudo, Berenice afirmou que aguardaria receber honorários referentes à demissão para voltar a Igaratá, no Vale do Paraíba, região onde reside.
  • Já no dia 30 de junho, data em que Berenice sumiu, ela trocou mensagens com a filha durante a manhã.
  • A última pessoa a estar com ela foi a patroa, dona do restaurante, que teria dado carona para a cozinheira na tarde daquele dia até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).
  • Eliane Alves foi presa, no último dia 10/7, por suspeita de envolvimento direto no desaparecimento. A prisão é de 30 dias.
  • Imagens de uma câmera de segurança registraram o trajeto feito pelo carro de Eliane Alves dos Santos no dia do desaparecimento. Pelo horário do vídeo, a Polícia Civil de São Sebastião acredita que a funcionária ainda estava no veículo, uma caminhonete preta.
  • O corpo de Berenice foi localizado dia 17 de julho, na Estrada Serra das Águas, conhecida como Estrade de Lídice, no Rio de Janeiro.
  • A cozinheira foi velada, em cerimônia para familiares e amigos, no último dia 25 de julho, em um cemitério na capital paulista.