Caso Adalberto: suspeito de crime em Interlagos é levado à delegacia
Suspeito foi levado ao DHPP nesta 5ª (26) para prestar depoimento. Empresário foi encontrado morto há 9 meses em buraco perto de Interlagos
atualizado
Compartilhar notícia

A Polícia Civil conduziu para depoimento, nesta quinta-feira (26/3), um homem suspeito de envolvimento na morte do empresário Adalberto Amarílio dos Santos, de 35 anos, ocorrida em junho do ano passado próximo ao Autódromo de Interlagos, zona sul de São Paulo. A equipe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) não deu mais detalhes sobre a prisão do suspeito, mas o Metrópoles apurou que trata-se de um segurança que trabalhou em Interlagos no dia do desaparecimento de Adalberto.
O segurança foi levado à delegacia esta manhã durante o cumprimento de um mandado de um busca e apreensão em que seu celular foi recolhido. Outros mandados devem ser cumpridos ao longo do dia, assim como novos depoimentos devem ser coletados, segundo o Metrópoles apurou.
Adalberto foi considerado desaparecido por quatro dias, após ter participado de um evento de motocicletas no autódromo junto com um amigo. Na manhã de 3 de junho, ele foi encontrado morto em um buraco, numa área em obras perto de Interlagos.
O buraco em que a vítima foi encontrada tinha 2 metros de profundidade e 40 centímetros de diâmetro. De acordo com a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o cadáver não tinha lesões aparentes, vestígios de sangue, ferimentos ou fraturas.
O empresário estava no buraco com um capacete “colocado” na cabeça e as mãos para cima, vestindo nada além de uma jaqueta e a cueca. O cadáver ainda tinha muita terra no rosto e nas mãos, em razão de o empresário ter ficado dentro do vão de uma obra, realizada próximo ao Kartódromo de Interlagos, onde o carro dele estava estacionado.
Uma das linhas de investigação da polícia era de que um segurança do evento teria cometido o crime, mas nada havia sido esclarecido até a prisão desta quinta-feira.
Cronologia do crime
- No dia 30 de maio, Adalberto não voltou para casa após ter passado o dia com um amigo em um evento de motocicletas no Autódromo de Interlagos. Em depoimento à polícia, o amigo descreveu como foi o dia em que o empresário desapareceu.
- De acordo com o relato, os dois mantinham o mesmo interesse por motocicletas e participavam de um grupo de WhatsApp, chamado “Renatinha Motoqueirinha”, no qual organizavam passeios e conversavam diariamente.
- Adalberto e o amigo participaram de test drives de motocicletas, das 14h30 às 17h. Em seguida, foram tomar um café em um dos quiosques e passear pelo evento. O empresário, então, teria sugerido que os dois tomassem uma cerveja.
- Às 17h15, compareceram a uma ativação de motocross dentro do evento e, às 19h45, foram assistir ao show do cantor Matuê. Durante a apresentação, Adalberto e o amigo teriam usado maconha. A substância foi adquirida de estranhos, no local, pelo próprio empresário. Eles beberam cerca de oito cervejas.
- Ainda segundo o depoimento, Adalberto estava alcoolizado e alterado – a combinação da maconha com a cerveja o deixou “mais agitado que o normal”. Não houve brigas, desentendimentos ou qualquer outra situação que pudesse trazer problemas, contou o amigo.
- O show acabou às 21h e os dois se despediram às 21h15. Adalberto alegou que precisava ir embora para jantar com a esposa. O amigo permaneceu no evento, comeu um hambúrguer e tomou refrigerante. Ele disse que deixou o Autódromo de Interlagos às 22h30, chegou em casa às 23h e adormeceu.
- Por volta das 2h de sábado (31/5), recebeu uma mensagem da esposa do empresário, perguntando sobre o paradeiro do marido.
- No dia seguinte ao desaparecimento de Adalberto, domingo (1º/6), o amigo que prestou depoimento teve a motocicleta roubada. Ele contou que foi abordado por quatro indivíduos armados, que estavam em duas motos. O celular e o capacete dele também foram levados.

























