Cartão do Corinthians: MPSP amplia investigação e apura mais 3 crimes

O MPSP já estava investigando os gastos do cartão corporativo do Corinthians nas gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida da fachada do CT Joaquim Grava - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) incluiu nesse domingo (3/8) quatro possíveis crimes na investigação sobre os gastos registrados no cartão corporativo do Corinthians durante as gestões presidenciais de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves.

Inicialmente, a promotoria havia instaurado um procedimento investigatório criminal para reunir indícios de possíveis crimes de apropriação indébita agravada pelo ofício, emprego ou profissão. O procedimento foi instaurado pelo promotor Cassio Roberto Conserino e pediu foco em dois períodos, um entre o fim do ano de 2020 e início de 2021, e outro no período entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023.

Após uma breve análise sobre os gastos registrados durante esse período, o MPSP estendeu a investigação para apurar possíveis crimes de estelionato e/ou furto qualificado pelo concurso de agentes e abuso de confiança e possíveis crimes de falsidade ideológica e associação criminosa.

Segundo o MPSP, o procedimento vai apurar se as aquisições do clube foram feitas com empresas regulares ou de fachada e diz que os custos não tem “qualquer pertinência com os interesses do Sport Club Corinthians Paulista”. Além disso, a promotoria também vai levantar a possibilidade dos gastos terem o “objetivo e sangrar os cofres do referido time de futebol”.

O órgão ainda marcou a oitiva de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Armando Mendonça, vice-presidente do clube, e Osmar Stabile, presidente interino do Corinthians. Os depoimentos acontecerão separados, todos de maneira virtual, via videochamada no aplicativo Teams, na manhã da próxima quarta-feira (6/8).

Mercado fantasma

O Ministério Público aponta que entre os dias 18 e 31 de outubro, o Corinthians gastou R$ 32.580 na empresa “Oliveira Minimercado”. Os gastos foram feitos de forma pulverizada em dias seguidos, em um período de tempo curto.

Ao pesquisar o endereço da empresa no Google Maps, a promotoria não encontrou nenhum comércio ou resquício de comércio no local. Para confirmar o que foi percebido no GPS, a equipe da promotoria foi até o endereço e manteve a constatação: não havia comércio ali.

Ao consultar o CNPJ da empresa, as autoridades viram que a atividade econômica principal do mercado era relacionada a eventos e buffet.

“Considerando isoladamente essa circunstância, já bastaria para exsurgir Justa Causa para aditamento da presente portaria e consequente persecução investigatória, porque, em tese, há a possibilidade de relação “comercial” com empresa de fachada e consequentemente ‘furto/desvio’ de dinheiro do Sport Club Corinthians Paulista”, diz o documento.

Outros gastos suspeitos

  • A promotoria questiona na investigação a relevância dos gastos do Corinthians com outras três empresas.
  • Em uma dessas empresas, que tem como atividade econômica principal o comércio atacadista de aparelhos eletrônicos de uso pessoal e doméstico, Duílio Monteiro Alves teria gastado R$ 3 mil em babyliss, em outubro de 2023. O valor foi divido em um “babyliss boost” no valor de R$ 920 e em um kit babyliss Gold Collection, no valor de R$ 2080,00.
  • Além disso, o cartão corporativo do clube também registra mais de R$ 9 mil gastos em manutenção veicular e quase R$ 5 mil em bebidas. Ambos os gastos em estabelecimentos diferentes.
  • Ao todo foram feitas 176 compras que totalizam o valor de R$ 85.524,62. Alguns desses gastos teriam sido com cervejas e remédios, incluindo um medicamento para disfunção erétil, chamado tadalafila, conforme revelado pelo GE.

O Ministério Público também levanta suspeitas em cima de uma pagamento de R$ 2 mil feito pelo cartão corporativo do Corinthians a um homem chamado Sidney Balbino dos Santos, no dia 31 de outubro de 2023.

A promotoria quer entender as circunstâncias do pagamento para serviços temporários e esporádicos, “sem quaisquer especificações”, em prol do homem que foi assessor parlamentar de Andrés Sanchez, no período de 13 de abril de 2015 a 3 de julho de 2017.

O motorista de Duílio Monteiro Alves também consta como investigado, por ter assinado as movimentações financeiras.

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