Carnaval em SP: 3ª dia teve fanfarra, Pabllo, muito calor e chuva
Terceiro dia de Carnaval em SP não decepcionou e arrastou foliões pela cidade. No Ibirapuera, Pabllo Vittar foi a atração principal
atualizado
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Considerado o principal circuito do Carnaval em São Paulo, o Ibirapuera recebeu o Bloco da Pabllo nesta segunda-feira (16/2). O cortejo comandado pela cantora Pabllo Vittar era um dos mais aguardados e reuniu uma multidão de foliões no trajeto entre o Obelisco e o Monumento às Bandeiras.
A concentração começou às 13h e a cantora subiu no trio elétrico por volta das 14h acompanhada do grupo de k-pop NMIXX, que fez diversas participações no show ao longo do percurso. Juntas, elas apresentaram uma nova música que será lançada em breve.
No trio, Pabllo Vittar cantou sucessos da carreira e agitou os fãs. Fora dele, no entanto, foliões enfrentaram desafios para acompanhar o bloco. Sob sol forte e calor de 33º C, dezenas de pessoas precisaram ser socorridas por bombeiros, algumas delas desmaiadas.
Para amenizar o calor, a Prefeitura de São Paulo voltou usar um caminhão-pipa para jogar água no público. Patrocinadores também refrescaram foliões com borrifadores e a organização do bloco distribuiu garrafas de água para quem estava no entorno do trio.
Outro desafio foi a superlotação. Em mais de um momento, foliões se envolveram em troca de empurrões com funcionários que atuavam na contenção da corda que protege o bloco. As autoridades não divulgaram estimativa de público.
O Bloco da Pabllo começou a dispersar pouco antes das 18h. A saída foi incentivada pela tempestade que caiu sobre o Ibirapuera.
Mais cedo, o circuito contou com desfile do bloco Vou de Táxi, que circula na capital paulista desde 2014. Como foco na nostalgia e trilha sonora que resgata sucessos dos anos 1990 e 2000, o grupo trouxe o lema “Pra Frente Brasil” em 2026. Entre os destaques, estão homenagens ao grupo Mamonas Assassinas, incluindo uma Brasília amarela, que seguiu o trio.
O bloco também prometeu a maior bateria do carnaval de rua em São Paulo e, para isso, contou com a participação da Bateria S/A, formada por alunos da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).
“Tocar para essa quantidade de pessoas e um local tão simbólico para São Paulo quanto o Ibirapuera é absurdo, eu não consigo nem descrever minha alegria”, disse o estudante Pedro Bernardo, que participou da apresentação.
Blocos tradicionais de São Paulo
A Espetacular Charanga do França foi um dos principais blocos desta segunda-feira (16/2) de Carnaval de Rua em São Paulo. Pelo 11º ano, o tradicional bloco transformou as ruas de Santa Cecília, no centro da cidade, em um verdadeiro palco de fanfarra.
Com formato de orquestra no asfalto, o bloco não possui trio elétrico, amplificadores e nem cantores. Com isso, o próprio público, vestido com as cores azul e prata, é parte fundamental da festa, cantando junto com a música instrumental dos metais, ao lado de uma banda de cerca de 150 músicos de sopro e percussão, liderados pelo saxofonista Thiago França.
O repertório transitou entre marchinhas clássicas, funk e axé, além de composições autorais.
O bloco começou a concentração às 9h, na esquina entre a Alameda Barros e Barão de Tatuí, e foi até o inicio da tarde.
Assim como nos outros dias, o calor também foi um dos protagonistas: moradores da Santa Cecília jogavam água nos foliões para aliviar a alta temperatura, uma marca já registrada dos cortejos paulistanos.
Porém, nem tudo foi alegria. A exemplo de outros bloquinhos, a falta de banheiros também incomodou o público do Espetacular Charanga do França.
Segundo pessoas que costumam frequentar o Charanga, neste ano, a quantidade de banheiros era visivelmente menor. Não havia nenhum banheiro químico no começo do bloco, na esquina entre a Alameda Barros e a rua Barão de Tatuí, e nem no primeiro trecho do trajeto.
“Não vi nenhum banheiro até agora. No ano passado tinha muito mais. Não só nesse bloco, mas em todos que fui até agora”, comentou a comerciante Lúcia Amorim.
Forte teor político e Boulos presente
Além do calor, o Charanga do França também foi marcado pelo forte teor político entre os foliões. Em alguns momentos, foram entoados cantos em alusão à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No começo do cortejo, o bloco contou com a presença do ministro da Secretaria de Governo, Guilherme Boulos (PSol). Ele acompanhou parte do cortejo e depois seguiu para um outro bloco, na Vila Anglo, zona oeste de São Paulo.
Além disso, com os foliões havia diversos leques de papel produzidos por parlamentares de esquerda, como Érika Hilton e Marina Bragante.
O Bloco Esfarrapado foi outro destaque do Carnaval de rua desta segunda (16). Conhecido como o mais antigo de São Paulo, o cortejo agitou as ruas do tradicional bairro do Bixiga, região central da capital, levando muita marchinha e reunindo famílias na folia.
Fundado em 1947 e com quase oito décadas de existência, o Esfarrapado se orgulha de manter as tradições mesmo em um momento em que o carnaval de rua paulistano passa a ser dominado por megablocos e grandes artistas.
O bloco do Bixiga levou como atrações artistas de apelo local, como o sambista e pagodeiro Vitor Federado e o cantor de arrocha, Rom Santana, sucesso nas noites do bairro.
O Esfarrapado se concentrou por volta das 10h em frente à Igreja Nossa Senhora da Achiropita, onde uma banda agitou os foliões com uma seleção de marchinhas. O cortejo começou por volta das 14h e passou por ruas históricas do Bixiga.
















































