Carbono Oculto: 1 ano depois, operação cancela 1.283 CNPJs de postos
Segundo a Receita Federal, a operação desta sexta-feira dá sequência à Carbono Oculto, deflagrada há exatamente um ano

Um ano após a Carbono Oculto, o setor de combustíveis voltou a ser alvo de operação na manhã desta sexta-feira (28/8). Autoridades buscam bloquear e interditar postos de combustíveis clandestinos de São Paulo que estavam sem operando sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a Receita Federal, um total de 1.283 CNPJs e 228 inscrições estaduais serão considerados inaptos, bloqueando contas bancárias e impedindo a emissão eletrônica de documentos fiscais. Seis postos de gasolina foram fechados.
Além da Receita, participam da operação, chamada de Bomba Oculta, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), a ANP, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Polícia Civil do estado. Participam das lacrações dos postos cerca de 60 agentes.

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Ver todasDe acordo com a Receita, a operação dá prosseguimento ao desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, que veio à tona com a Operação Carbono Oculto, que completa um ano neste dia 28 de agosto.
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A operação Carbono Oculto, realizada no dia 28 de agosto de 2025, foi uma força-tarefa composta por cerca de 1.400 agentes do MPSP, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria de Estado da Fazenda, com apoio de diversas unidades do Gaeco.
A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O objetivo foi desarticular um esquema fraudulento no setor de combustíveis, com infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC). A prática criminosa ia da ponta de entrada de metanol no país, até postos de combustíveis pertencentes a pessoas ligadas à facção criminosa.
Ao todo, são mais de 350 alvos na operação, suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.
O grupo criminoso fazia transações financeiras por fintechs, localizadas na Faria Lima — avenida em São Paulo conhecida como centro financeiro do país.
De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – visava a dificultar o rastreamento dos recursos. As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados.













