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Eleições 2026São Paulo

Candidato do Missão de SP diz que fingiu apoiar Lula "para tirar sarro"

Candidato a deputado federal por São Paulo pelo Missão publicou vídeo em que fingia apoiar Lula para recolher material de campanha

30/10/2026 10:05
Matheus Andriani/Metrópoles
Candidato do Missão fingia apoiar Lula para desviar materiais de campanha

São Paulo — O candidato a deputado federal por São Paulo do partido Missão, Gabriel Piauhy, disse que “o intuito foi tirar sarro” quando publicou um vídeo em suas redes sociais na última sexta-feira (23/10) fingindo ser um apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para recolher vasto material de campanha.

“O intuito foi tirar sarro com as relações que a campanha do candidato Lula estava fazendo com o Flávio Bolsonaro, dizendo que ele ia cortar a farmácia popular, que ia acabar com tudo, que não sei o quê. A gente sabe muito bem que isso é mentira, né?”, disse Piauhy em resposta ao Metrópoles.

O influenciador político também se defendeu dos apontamentos sobre a violação do Código Eleitoral, e afirmou que não houve nenhuma infração. E finalizou explicando que removeu o vídeo das redes porque “pegou mal”.

A reportagem também indagou o partido Missão, que disse não ter conhecimento da ação realizada pelos seus filiados.

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O vídeo publicado nas redes sociais do candidato, que conta com quase 300 mil seguidores, mostra que ele visitou dois comitês, um do PT e outro do PCdoB, em busca de material de campanha de Lula. Na gravação, ele alega que vai viajar por várias cidades e gostaria de distribuir os itens. “Hoje eu vou ensinar pra você como enganar um bando de petista e salvar nossa cidade de propaganda eleitoral m*rda”, disse.

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3 imagens
Favoráveis e contrários ao posicionamento político do influenciador apontaram possível crime na conduta
A gravação foi tirada do ar pouco tempo depois de ser postada
Nas redes sociais, o vídeo publicado por Gabriel Piauhy gerou comentários
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Nas redes sociais, o vídeo publicado por Gabriel Piauhy gerou comentários

Reprodução/Redes Sociais
Favoráveis e contrários ao posicionamento político do influenciador apontaram possível crime na conduta
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Favoráveis e contrários ao posicionamento político do influenciador apontaram possível crime na conduta

Reprodução/Redes Sociais
A gravação foi tirada do ar pouco tempo depois de ser postada
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A gravação foi tirada do ar pouco tempo depois de ser postada

Reprodução/Redes Sociais

Outras três pessoas que compõem o grupo do candidato entram nos mesmos locais, em diferentes momentos, para recolher mais panfletos, adesivos e banners.

O post de Piauhy foi removido horas depois, mas o Metrópoles já havia feito uma cópia do vídeo. Após a coleta da propaganda de Lula, o candidato e as três pessoas que o acompanham vão para um imóvel com uma mesa grande, onde todo o material é espalhado. Eles aplaudem o sucesso do “plano”.

“Material petista fora das ruas de São Paulo. Minha parte eu fiz, quer ajudar nessa batalha? Vá até o comitê mais próximo. […]  Inventa alguma coisa, mano. Essa é a nova campanha contra o PT, tire material petista das ruas”, declarou.

À equipe de reportagem, o diretório de São Paulo do Partido dos Trabalhadores (PT) repudiou a ação realizada pelo candidato e ressaltou que a conduta “celebra a mentira e o desrespeito à disputa democrática”. Por fim, o partido afirmou que a prática será analisada pela equipe jurídica.

Quem é Piauhy?

Gabriel Piauhy, de 27 anos, é ex-filiado do Partido Liberal (PL) e se define como influenciador político. Nas redes sociais, ficou conhecido por publicar vídeos considerados polêmicos. Sua carreira começou atrelada ao bolsonarismo, mas passou a tecer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro no início de 2026.

Em junho, um de seus vídeos viralizou. Ele mostrava homens em um suposto ponto de pegação no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. A publicação, no entanto, gerou críticas à forma com que ele expôs os envolvidos e levantou dúvidas sobre um suposto cenário forjado para gerar visualizações.

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Filiado ao Missão, Piauhy declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser professor do ensino fundamental. Nas eleições, ele disputou uma vaga como deputado federal por São Paulo e recebeu 5.169 votos, mas não foi eleito. Na última segunda-feira (26/10), fez uma publicação afirmando que o processo eleitoral foi manipulado, fato que já foi negado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.