Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026São Paulo

Caiado defende que STF quebre sigilo de investigações sobre Master e INSS

Candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás é contra câmera corporal de policiais e a favor de tempo de transição para redução da 6x1

03/09/2026 13:49
Luis Nova/Metrópoles
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência do PSD - Metrópoles

Candidato Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) quebre o sigilo de todas as investigações que envolvem o escândalo do Banco Master, a fraude do INSS e a produção do filme Dark Horse. O ex-governador de Goiás acredita que os eleitores devem ter acesso às apurações para saberem se vão votar em algum nome que pode estar envolvido em fraudes.

“É importante que o Supremo tenha a responsabilidade de poder quebrar o sigilo de todas essas denúncias que existem, de todas as operações que existem, para que a democracia não sofra um golpe”, disse Caiado.

A fala ocorreu durante uma sabatina no jornal O Estado de S. Paulo, em São Paulo, transmitida nesta quinta-feira (3/9). Na ocasião, Caiado ainda defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do STF. Para o candidato, a permanência do magistrado na Corte “desestabiliza a democracia brasileira”.

Na ocasião, o ex-governador também sustentou que o presidente eleito deve ser alguém com “experiência e autoridade moral”, ao criticar a candidatura do psiquiatra Augusto Cury (Avante), que tem crescido nas pesquisas eleitorais. Segundo a última pesquisa Quaest, divulgada nessa quarta (2/9), Cury conquistou 10% das intenções de voto, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No mesmo levantamento, Caiado aparece com apenas 1%.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Na sabatina, sobre o âmbito da segurança pública, Caiado se colocou a favor de ampliação da condenação de agressores de mulheres, aos quais também defende a confiscação de bens, com transferência para a vítima ou filhos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

“O feminicídio é uma chaga para a qual nós precisamos de uma medida extremamente drástica, como coloquei no meu plano de governo. Tem o batalhão Maria da Penha, as medidas protetivas, o botão do pânico, a linha direta no WhatsApp, mas, além disso, você precisa de tomar medidas mais duras, como dobrar a pena no feminicídio, e instituir que só depois de 90% da pena cumprida é que haverá progressão do regime. Ou seja, depois de 36 anos que ele terá a chance de ter progressão”, propôs.

Caiado também disse que é contra o uso de câmeras corporais por policiais, apesar de a ferramenta ser defendida por especialistas em prol da redução da letalidade e também do esclarecimento de crimes. “A posição de cada governador é um direito que a Constituição garante. Se o governador quiser usar a câmera, que ele use a câmera. Eu não vou discutir esse assunto. Cada governador vai decidir a sua política local”, disse o candidato ao Planalto.

“O que eu tenho dentro do meu raciocínio de segurança pública é que a Corregedoria da polícia tem que ser rigorosa, tem que ser austera, qualificada, independente. Agora, olha o confronto com as facções que dominam territórios, como as que dominavam no meu Estado. O entorno de Brasília era 100% dominado, da mesma maneira que são outras regiões no Brasil hoje, como Salvador, Fortaleza, Natal, Rio de Janeiro, como tantas cidades”, completou Caiado.

Em relação a redução da escala 6×1, discutida atualmente no Congresso Nacional por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), Caiado se diz favorável à medida, mas entende ser necessário um período de transição. “Quando um governo propõe uma discussão como essa, ela não pode ter um viés eleitoreiro. Você viu aquela pressão para ser votada [no Senado], de qualquer jeito? Já aceitaram que será entre o primeiro e o segundo turno [da eleição]. Então, você vê que é uma proposta que não tem densidade do ponto de vista de ter viabilidade, do ponto de vista econômico”, opinou.

No âmbito internacional, ao ser questionado pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, Caiado defendeu que haja um diálogo “sem agressão e com respeito”. “Eu vou dizer: ‘Olha, vocês têm toda a tecnologia, eu tenho a matéria bruta. Só que eu não quero mais ser vendedor de matéria bruta; eu quero tecnologia junto. Vamos acertar? Nós temos nióbio. Se eu fechar o nióbio no Brasil, não se produz aço no mundo. Ora, o único país que tem no Ocidente terras raras pesadas somos nós. Vamos conversar?”, apontou Caiado.

“Sem ameaças, sem falar da dentadura do [Donald] Trump, sem falar que eu vou ‘desdolarizar’ o mundo, sem essas agressões rasteiras. É isso que eu estou lhe dizendo, que é um nível de entendimento. Eu quero buscar o máximo de vida, parceria de tecnologia e de inovação”, acrescentou.