Caiado ou Leite? O que Kassab diz sobre candidato do PSD ao Planalto
Presidente do PSD minimizou pesquisas e falou sobre prazo para definição da candidatura que vai disputar a Presidência pelo partido
atualizado
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- O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta terça-feira (24/3) que a definição sobre quem será o candidato à Presidência da República do partido só será anunciada no final do mês, ou seja, na reta final do prazo de desincompatibilização de candidatos que exercem cargo público.
O favorito à vaga, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, esteve na casa de Kassab nesta manhã e ficou por volta de quatro horas reunido com o dirigente partidário.
De acordo com Kassab, o goiano reforçou sua disposição em ser candidato. Aliados apontam como praticamente certa a indicação de Caiado após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., de disputar a eleição, anunciada nessa segunda-feira (23/3).
Nesta quarta-feira (24/3), será a vez do outro postulante da legenda, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reunir com Kassab. De acordo com o presidente do PSD, a decisão do nome será “política”.
“A questão é política, envolve muita conversa com pessoas que torcem para que o partido tenha o melhor desempenho possível. Não é disputa, é uma convergência. A decisão é política, política com P maiúsculo”, disse Kassab, durante participação em evento de filiação da apresentadora Silvia Abravanel, na sede da legenda em São Paulo.
O dirigente partidário ainda minimizou o resultado dos postulantes do PSD na corrida presidencial nas últimas pesquisas, que os colocam ainda longe dos dois principais candidatos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
“A pesquisa é realmente algo relevante, mas não é o único item. Eu vou citar o meu caso. Quando eu fui candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo, nesse momento eu tinha 3%. Em maio, eu tinha 3%. Tinha como adversários duas pessoas de respeito na vida pública brasileira, o Geraldo Alckmin, a Marta Suplicy. Acabei, no primeiro turno ainda, vencendo as eleições, acabando no primeiro lugar no primeiro turno’, relembrou Kassab, citando também os casos de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL).

