Cabeça e mãos de haitiana esquartejada são encontradas após 5 meses
Esther Estinor foi morta e enterrada em brejo de Votorantim, no interior de SP, em março. Ex-companheiro foi preso e confessou o crime

A Polícia Civil de São Paulo encontrou, na última sexta-feira (7/8), a cabeça e as mãos de Esther Estinor, haitiana esquartejada e enterrada em um brejo próximo à casa dela em Votorantim, interior do estado, em março deste ano.
Apontado como executor do crime, o ex-companheiro Charles Anglade foi retirado do Centro de Detenção Provisória (CDP) em Guarulhos, onde está preso, para indicar a localização dos restos mortais.
Segundo as autoridades, as buscas duraram horas em uma área de mata de difícil acesso (veja imagens acima). Foram acionados a Perícia Criminal e o serviço responsável pela remoção do cadáver, com a adoção de todas as providências técnico-periciais e de polícia judiciária cabíveis.
Relembre o caso
- A haitiana Esther Estinor foi encontrada morta em um brejo próximo à casa dela, em Votorantim, interior de São Paulo, no dia 11 de março.
- O corpo estava esquartejado e enterrado em uma cova rasa.
- O ex-companheiro da vítima, Charles Anglade, é considerado o principal suspeito.
- Segundo o boletim de ocorrência, Esther Estinor estava desaparecida desde o dia 8 daquele mês. O último contato dela com a família foi feito pelas redes sociais três dias antes.
- Sem informações, uma irmã de Esther decidiu procurar por ela, que era proprietária de um bar na região. A irmã foi até a casa de Esther e ao estabelecimento, sem sucesso. Então, acionou a polícia.
- Aos agentes, a irmã relatou que a vítima morava com Charles Anglade, também haitiano, que não respondeu aos contatos. Segundo ela, o casal discutia com frequência e era comum que o homem deixasse a residência.
- Ele também era alvo de uma medida protetiva por agredir a mulher.
- O homem foi preso no dia 2 de agosto.
- Esther era mãe de três filhos, de 3, 15 e 19 anos.
Após a localização, as equipes conduziram Anglade novamente ao CDP de Guarulhos, onde ele permanece à disposição da Justiça.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPOs policiais passaram meses tentando encontrar as partes do corpo de Esther. A perna esquerda dela foi localizada no dia 4 de agosto, após o suspeito indicar o bueiro onde o descarte teria acontecido.
Meses de busca e prisão no Suriname
Apontado como autor do crime, Charles Anglade foi preso no Suriname, país da América do Sul, quase cinco meses depois da morte de Esther. Segundo a Polícia Civil, ele vivia de forma clandestina no país, onde utilizava uma identidade chilena falsa e trabalhava informalmente.
A prisão foi resultado de uma força-tarefa que também envolveu a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, o Ministério das Relações Exteriores, a Interpol e policiais do Suriname.
Depois da prisão, ele foi deportado ao Brasil e mantido no CDP de Guarulhos. Anglade confessou o crime.











