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São Paulo

"Boy da k9" é preso em megaoperação em SP; droga causa "efeito zumbi"

A Polícia Civil prendeu oito pessoas responsáveis pelo tráfico da k9 na megaoperação realizada em Campos do Jordão, no interior do estado

20/04/2023 08:45, atualizado 20/04/2023 09:31
Divulgação/Polícia Civil de SP
Foto colorida de drogas K aprendidas pela polícia. Os entorpecentes aparecerem organizados sobre mesa, com o logotipo da Polícia Civil ao fundo - Metrópoles

São Paulo – A Polícia Civil de Campos do Jordão, no interior de São Paulo, deflagrou uma megaoperação para o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão contra traficantes da droga k9, também conhecida como k4, spice ou maconha sintética, que provoca “efeito zumbi” nos usuários.

A megaoperação, denominada Saturação k9, prendeu oito pessoas; entre elas, o chefe do tráfico de drogas local, conhecido como “Boy da K9”. De acordo com a Polícia Civil, ele foi o responsável pela introdução da droga em Campos do Jordão.

Uma mulher procurada pela Justiça Federal também foi capturada.

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Os presos foram conduzidos para a delegacia, onde passaram pelos trâmites de Polícia Judiciária e permanecerão à disposição da Justiça. A megaoperação ocorreu nessa quarta-feira (19/4).

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Seis prisões já haviam sido feitas há cerca de dois meses, na primeira etapa da operação. Na ocasião, foram apreendidos diversos entorpecentes, dinheiro em espécie e um veículo de luxo usado no transporte das drogas.

De acordo com dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a K9 é apreendida, em média, uma vez a cada 24 horas em presídios do estado.

“Boy da k9” é preso em megaoperação em SP; droga causa “efeito zumbi” - destaque galeria
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Usuário de maconha sintética com o chamado "efeito zumbi" em São Paulo
Rapaz de 19 anos ficava o dia todo sobre colchão, por causa do consumo de k9
Canabinoide sintético, borrifado em papel cartonado, é conhecido como k4 na cadeia
Agentes encontraram k4 escondida em pote de margarina em CDP de SP
Polícia Civil apreende k9 com traficantes em Campos do Jordão
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Polícia Civil apreende k9 com traficantes em Campos do Jordão

Divulgação/Polícia Civil de SP
Usuário de maconha sintética com o chamado "efeito zumbi" em São Paulo
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Usuário de maconha sintética com o chamado "efeito zumbi" em São Paulo

Reprodução
Rapaz de 19 anos ficava o dia todo sobre colchão, por causa do consumo de k9
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Rapaz de 19 anos ficava o dia todo sobre colchão, por causa do consumo de k9

Arquivo Pessoal
Canabinoide sintético, borrifado em papel cartonado, é conhecido como k4 na cadeia
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Canabinoide sintético, borrifado em papel cartonado, é conhecido como k4 na cadeia

Divulgação/SAP-SP
Agentes encontraram k4 escondida em pote de margarina em CDP de SP
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Agentes encontraram k4 escondida em pote de margarina em CDP de SP

Divulgação/SAP-SP

Efeitos

De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, usuários da k9 podem apresentar quadros de ansiedade, agitação, náuseas, vômitos, hipertensão arterial, convulsões, alucinações, pânico, incapacidade de comunicação, paranoia, agitação e agressividade.

Apesar de ser chamada de maconha, a substância não tem qualquer similaridade molecular com a droga natural. A única semelhança com a erva é a capacidade de o canabinoide sintético se conectar com os mesmos receptores cerebrais.

Até o fim do ano passado, o Núcleo de Exame de Entorpecentes da Polícia Técnico-Científica de São Paulo havia identificado ao menos quatro moléculas desenvolvidas em laboratório e vendidas como maconha sintética em São Paulo.

Proibida pelo PCC

Cem vezes mais potente que a maconha natural, a k9 teve a venda proibida na Cracolândia, no centro da capital paulista, pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), por causa do prejuízo causado ao tráfico pelos efeitos que a substância provoca nos usuários.

O Metrópoles apurou que, em outros pontos de venda controlados pelo PCC na cidade, a comercialização da spice é permitida, mas o consumo no local está vetado, tamanho o comprometimento da integridade física e mental causado pela droga.

As restrições impostas pela facção criminosa ao consumo da maconha sintética se devem ao receio de os efeitos nocivos aos usuários atrair a atenção de serviços médicos e policiais, o que atrapalharia o tráfico de entorpecentes no local. A droga debilita os usuários física e psicologicamente, causando, em alguns deles, o chamado “efeito zumbi”.