Fechamento de bar literário em SP tem briga entre patrão e funcionário

Após dono da Ria Livraria anunciar o encerramento das atividades, um jornalista divulgou áudios enviados pelo empresário

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Após dono da Ria Livraria anunciar o encerramento das atividades do bar literário, jornalista divulgou áudios enviados pelo empresário - Metrópoles
1 de 1 Após dono da Ria Livraria anunciar o encerramento das atividades do bar literário, jornalista divulgou áudios enviados pelo empresário - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

O fechamento da Ria Livraria, um bar literário localizado na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, tem gerado polêmicas nas redes sociais. Os bastidores da confusão envolvem áudios comprometedores (ouça abaixo), queixas sobre carteira de trabalho e um prêmio milionário oferecido pelo estabelecimento.

Fundada após a pandemia por Marcos Benuthe, a Ria foi aberta com finalidade de incentivar a literatura e a cultura, além de oferecer emprego para ex-funcionários da Mercearia São Paulo, da qual ele era sócio.

O empresário contou, via Instagram, que havia sido questionado pelo jornalista Tom Cardoso sobre a queixa de um funcionário que afirmava que Benuthe iria pagar R$ 100 mil de prêmio ao vencedor do Concurso Literário, mas não registrava os empregados. O repórter, então, decidiu divulgar nesta terça-feira (30/12) os áudios que recebeu.

Ouça:

Fechamento do bar literário

Tudo começou no último domingo (28/12), quando Marcos Benuthe publicou um vídeo falando sobre o pagamento do prêmio. No dia seguinte, segunda-feira (29/12), o empresário anunciou, no perfil oficial da Ria, o encerramento das atividades do estabelecimento. Na legenda, ele afirmou que o fechamento se deve “à falta de profissionalismo e ingratidão de um dos funcionários da equipe e à falta de ética do jornalista Tom Cardoso”.

O empresário, que alega sempre ter pagado bônus, 13º, férias remuneradas, auxílio-transporte e uma porcentagem do movimento bruto do caixa aos funcionários durante os anos de funcionamento, também explicou, na postagem, que havia um acordo entre ele e os empregados.

“No começo da Ria, o pacto era que, no 1º mês que ela desse lucro – coisa que nunca aconteceu –, a primeira providência seria registrar os funcionários. Agora eles receberão todos os direitos trabalhistas”, escreveu.

Os áudios foram recebidos por Tom Cardoso em um grupo de futebol com os funcionários da Ria. Uma das mensagens de voz traz a queixa do funcionário, Rogério, e em outra, a resposta de Marcos.

“Você acha que eu tenho medo de você, seu cuzão? Você, com a competência que você tem, você tem que passar fome mesmo, como você passou muito tempo, seu babaca. Você tem que passar fome, porque você não tem competência e não tem energia pra trabalhar”, disse Benuthe no áudio.

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