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Caso Master: Vorcaro e Zettel são levados a presídio no interior de SP

Dono do Banco Master e o cunhado estavam detidos no CDP 2 de Guarulhos desde a tarde de 4ª feira, após prisão decretada pelo STF

atualizado

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Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, presos preventivamente em SP - Metrópoles
1 de 1 Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, presos preventivamente em SP - Metrópoles - Foto: Fraga Alves / Especial Metrópoles @fdefraga

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o cunhado, o pastor Fabiano Zettel, presos nessa quarta-feira (4/3) na terceira fase da Operação Sem Compliance, por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça, foram transferidos para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, na manhã desta quinta (5/3).

O banqueiro estava detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos desde a tarde de quarta, após ter a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal (PF). A defesa dele nega as acusações (leia abaixo).

Zettel e Vorcaro foram levados juntos para Potim. Outros dois suspeitos de operarem uma suposta “milícia privada” a mando de Vorcaro para intimidar adversários e jornalistas também foram presos.

Ao Metrópoles a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Vorcaro e Zettel passaram a noite em regime de observação, em Guarulhos. O procedimento faz parte da inclusão ao sistema prisional, no qual o preso passa por revista e higienização pessoal e recebe um corte de cabelo padrão, além de ter barba e bigode raspados. Também é nessa fase que o custodiado recebe o uniforme da unidade prisional – camiseta branca e calça bege.

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O pastor Fabiano Zettel chega à PF em SP
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entregou à PF na quarta-feira (4/3)
Sicário e Vorcaro intimidavam autoridades, diz PF
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Sicário e Vorcaro intimidavam autoridades, diz PF

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Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entregou à PF na quarta-feira (4/3)
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Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entregou à PF na quarta-feira (4/3)

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Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, na manhã de quarta-feira (4/3), e levado para sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo
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Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, na manhã de quarta-feira (4/3), e levado para sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo

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Prisão de Daniel Vorcaro ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero
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Prisão de Daniel Vorcaro ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero

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Na manhã desta quinta, contudo, Vorcaro e Zettel foram transferidos para a penitenciária II de Potim, no interior paulista. A unidade foi inaugurada em 2002 e abriga presos em regime fechado.

Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa do dono do Banco Master informou que o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu “sem que a defesa tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida”. Os representantes acrescentaram que Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e que segue colaborando com as investigações.

O banqueiro já havia sido preso pela PF na noite de 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior após anunciar a venda do Master para um fundo. No entanto, ele foi solto 11 dias depois, e deixou a cadeia usando tornozeleira eletrônica.

Operação contra esquema bilionário

A terceira fase da Operação Compliance Zero tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal, foram  cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central.

As ordens de afastamento têm como alvo dois servidores do Banco Central (BC). São eles: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana. Ambos estavam afastados das funções pelo presidente do órgão, Gabriel Galípolo.


Alvos da nova fase da operação da PF

Prisão preventina:

  • Daniel Vorcaro, apontado pela PF como líder de uma milícia privada, que atuava para intimidar e coagir adversários e agentes públicos.
  • Fabiano Zettel, que manteve atuação direta e reiterada em apoio às atividades desenvolvidas pelo cunhado Daniel Vorcaro.
  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que mantinha relação direta de prestação de serviços com o dono do Banco Master, atuando como responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado.
  • Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, identificado como integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento e intimação vinculada ao grupo liderado por Vorcaro.

Medidas cautelares, como o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio e sequestro de bens:

  • Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC. Atuava informalmente em favor dos interesses da instituição financeira submetida à supervisão da própria autarquia com a qual mantinha vínculo funcional.
  • Belline Santana, ex-servidor do Banco Central. Atuava como uma espécie de empregado/consultor de Vorcaro em relação a temas da autarquia.
  • Leonardo Augusto Furtado Palhares, responsável pela empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal. Atuava na formalização documental de instrumento contratual utilizado no contexto das tratativas mantidas entre integrantes do grupo investigado;
  • Ana Claúdia Queiroz de Paiva; sócia da empresa sócia da empresa Super Empreendimentos. Participava da realização e gestão de transferências financeiras destinadas a custear atividades desempenhadas por integrantes da milícia privada.

Foram determinadas, ainda, ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

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