Bancário que matou cantor tem pedido para ir a festa negado na Justiça

Defesa de Thiago Arruda Campos Rosas solicitou flexibilização de medida provisória para o acusado ir a festas de familiares

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Imagem colorida mostra veículo do bancário antes de atropelamento. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra veículo do bancário antes de atropelamento. Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou um pedido do bancário Thiago Arruda Campos Rosas, que cumpre medidas cautelares após atropelar e matar o cantor de pagode Adalto Mello no final de 2024, para participar de festas familiares.

Na decisão, a 1ª Vara Criminal de São Vicente argumenta que a flexibilização das medidas é incompatível com a gravidade dos fatos. O juiz Alexandre Torres de Aguiar ainda ressalta que o homem poderia ter acesso a bebidas alcoólicas nos locais.

As medidas cautelares aplicadas ao bancário determinam recolhimento no período noturno e nos dias de folga, o que inclui feriados e finais de semana.

Na solicitação, a defesa de Thiago Rosas pediu a flexibilização para que ele pudesse participar de uma comemoração de Dia dos Pais na escola das filhas no dia 9 de agosto, além do aniversário de uma familiar marcado para o início de outubro.


Relembre o caso

  • Thiago Arruda Campos Rosas atropelou e matou o músico Adalto Mello no dia 30 de dezembro de 2024 em uma avenida de São Vicente, litoral de São Paulo.
  • Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o denunciado estava embriagado e em alta velocidade quando subiu na calçada para ultrapassar outro veículo.
  • Horas antes do acidente, o bancário postou vídeo em uma festa com bebida alcoólica e testou positivo no bafômetro.
  • O motorista foi preso por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo automotor na Delegacia de São Vicente, onde o crime foi registrado.
  • Após trabalhos da investigação, a natureza foi alterada para homicídio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar, mesmo sem ter esse objetivo).
  • Thiago Arruda está em liberdade desde 14 de maio de 2025, após decisão do STF que substituiu sua prisão preventiva por medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar noturno.

Procurada pelo Metrópoles, a defesa do bancário não se manifestou sobre a decisão até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

O acidente

De acordo com a SSP, Adalto pilotava uma motocicleta na Avenida Tupiniquins quando foi atingido por um carro modelo I/Kia Sportage Lx2. Uma câmera de segurança registrou o momento do acidente.

Conforme as imagens, o carro de Thiago surge em alta velocidade, ultrapassa um automóvel e atinge a moto do cantor. Em seguida, o veículo bate em uma árvore.

Veja:

 

Outro ângulo do acidente mostra que o bancário já vinha em alta velocidade e perdeu o controle do veículo antes de atingir a moto de Adalto Mello. Ele chegou a subir em um canteiro.

 

Motorista alcoolizado

Horas antes do acidente,  Thiago Arruda Campos Rosas postou vídeo em uma festa com bebida alcoólica. “Aquela resenha de final de ano”, escreveu o bancário.

Veja:

 

De acordo com o boletim de ocorrência, o acusado apresentava sinais claros de embriaguez, com fala pastosa, olhos avermelhados e andar cambaleante. O teste de bafômetro apontou uma concentração de 0,82 mg/l. Segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a margem de erro tolerável é de 0,04 mg/l.

Quem era a vítima

Adalto Mello era conhecido na Baixada Santista por participar de festas e eventos. Pelas redes sociais, sua morte foi lamentada por outros artistas locais, como Filipe Duarte, Vavá e Rafaela Laranja.

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Cantores de pagode lamentaram morte de Adalto Mello
 Adalto Mello tinha 39 anos
 Adalto Mello era cantor de pagode e samba
Cantor morreu na madrugada de 30 de dezembro
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