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São Paulo

Ato repudia polos gastronômicos em área verde: "Parque não é shopping"

Mais de 600 manifestantes se reuniram neste domingo (26/4), no Parque da Aclimação, para protestar contra edital da Prefeitura de São Paulo

, Repórter de São Paulo26/04/2026 15:16, atualizado 27/04/2026 07:53
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Material cedido ao Metrópoles
Ato repudia polos gastronômicos em área verde: “Parque não é shopping”

Mais de 600 pessoas se reuniram neste domingo (26/4), no Parque da Aclimação, região central de São Paulo, para protestar contra a instalação de polos gastronômicos dentro das áreas verdes da cidade. Tombado desde 1986, o local está entre os 31 parques incluídos em um edital da gestão Ricardo Nunes (MDB) que prevê a criação de quiosques e outros pontos de alimentação em espaços públicos.

“Foi bem representativo, as falas foram muito boas. Nós fizemos o abraço no parque e depois o abraço no lago, foi sensacional, foi acima das expectativas”, celebrou Roberto Casseb, um dos organizadores da manifestação. “Início de uma luta em favor dos outros parques”, completou.

Com participação de associações, conselheiros e frequentadores da Aclimação, assim como moradores da região, o ato deste domingo também reuniu parlamentares. Entre os presentes, estavam os deputados estaduais Maurici (PT) e Carlos Giannazi (PSol); e os vereadores Nabil Bonduki (PT), Amanda Paschoal (PSol) e Marina Bragante (PSB).

Sob o lema “Parque não é shopping”, o grupo alerta que a instalação de polos gastronômicos pode representar impacto ambiental desastroso ao longo dos anos. O próximo ato será no Parque Augusta, na Consolação, daqui a três semanas.

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Ato contra edital da Prefeitura de SP
Manifestação contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes
Manifestação no Parque da Aclimação contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes
Protesto contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes
Manifestação no Parque da Aclimação contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes
Manifestação no Parque da Aclimação contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes
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Manifestação no Parque da Aclimação contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes

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Ato contra edital da Prefeitura de SP
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Protesto contra polos gastronômicos instalados em áreas verdes

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De acordo com o edital, ao qual o Metrópoles teve acesso, a proposta prevê a concessão de uso de áreas específicas dentro dos parques para exploração comercial de alimentos, tanto em estruturas fixas quanto móveis.

No caso da Aclimação, de acordo com a prefeitura, estão previstas duas áreas destinadas a pontos fixos de alimentação, com estruturas de até 20 metros quadrados.

As regras variam conforme o local: em uma das áreas, próxima aos portões principais, não será permitido o uso de mesas e cadeiras; na outra, perto dos banheiros, haverá autorização limitada para mobiliário de apoio. Em ambos os casos, as instalações devem ser removíveis e seguir regras rígidas para não avançar sobre a vegetação nem descaracterizar o espaço.

Um dos pontos mais sensíveis, segundo os críticos da proposta, é o local previsto para uma das estruturas: a área em que existia uma antiga cancha de bocha. Hoje degradado, o parque ainda é usado por frequentadores de forma improvisada. Moradores defendem a recuperação da atividade no local, vista como um espaço de convivência coletiva.

O que diz a Prefeitura de SP

Metrópoles conversou com a chefe de gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Tamires Oliveira. Segundo ela, o projeto não prevê a instalação de restaurantes de luxo nem a “mercantilização” dos parques.

De acordo com Oliveira, a proposta é criar pontos pequenos de alimentação, como quiosques, carrinhos e food trucks, com estruturas limitadas. “A gente não está falando de grandes restaurantes. São ocupações pequenas, com área controlada e pensadas para se adequar ao parque”, explicou.

Ela afirmou que a iniciativa vem sendo discutida há anos dentro da prefeitura e tem como objetivo ajudar na manutenção dos espaços. Segundo a chefe de gabinete, os pontos funcionariam por meio de termos de permissão de uso, em que os responsáveis podem pagar taxa ou investir diretamente em melhorias.

Oliveira também rebateu críticas sobre possível privatização. “Não é concessão, não é privatização. É um instrumento mais simples, que pode ser encerrado facilmente se houver descumprimento”, disse. De acordo com Tamires, a fiscalização continuará sendo feita pela própria prefeitura.

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